quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Geraldo Vandré - Artista ícone da resistência ao regime militar

“Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
...
E posso não lhe agradar...”
“Caminhando e cantando

E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer”


Geraldo Vandré, um dos nomes mais célebres da música popular brasileira, nasceu em 12 de setembro de 1935. Cantor, compositor e violonista brasileiro. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, José Vandregísilo. Geraldo Vandré é, assim, o nome artístico de Geraldo Pedroso de Araújo Dias.

Primeiras canções
Vandré iniciou carreira musical nos anos 60, tornando-se famoso, pelas suas músicas que se tornaram ícones da oposição ao regime militar de 1964, como "Porta Estandarte", "Arueira", "Pra não dizer que não falei das flores", entre outras. Canções legitimamente populares.
O sucesso maior veio com "Disparada", vencedora junto com A Banda de Chico Buarque do Festival da Canção da TV Record em 1966. Ao saber que sua música havia ganhado Chico Buarque, solicitou que "A Banda" dividisse o primeiro lugar com "Disparada", história desconhecida até 2003 quando Zuza Homem de Mello, lançou seu livro "A era dos Festivais - Uma Parábola". Neste livro ele revela que Chico Buarque ao saber que sua música havia ganhado, não concordou com o resultado, pois considerava "Disparada" melhor e não aceitaria o prêmio, a situação foi resolvida quando foi informado que ele e Geraldo Vandré dividiriam o prêmio.
Em 1968, ao defender Pra não dizer que não falei de flores no "Festival de Música Popular Brasileira", criou um dos hinos da resistência ao regime militar que ficou conhecido pela primeira palavra: "Caminhando". Além de estar em uma nova situação envolvendo ele e Chico Buarque. "Sabiá", de Tom jobim e Chico Buarque, foi declarada vencedora, mas o público se revoltou, pois queriam Pra não dizer que não falei das flores, que acabou ficando em segundo lugar. Enquanto Cynara e Cybele ao lado de Tom Jobim e Chico Buarque apresentavam a música campeã, vaias se ouviam durante a apresentação. Este se tornou um dos momento mais emblemáticos da história dos festivais.♫DiSpArAdA - Canção Vandré no Festival com Jair Rodrigues♪
Censura - AI 5
Ainda em 1968, com o AI-5, Vandré foi obrigado a exilar-se. Depois de passar dias escondido na fazenda de Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, viúva de Guimarães Rosa, falecido no ano anterior (setores da imprensa afirmam que ele também teria sido escondido pelo governador de São Paulo Abreu Sodré no Palácio dos Bandeirantes), o compositor partiu para o Chile e, de lá, para a Alemanha e França. Voltou ao Brasil em 1973. Até hoje, vive em São Paulo e compõe. Muitos, porém, acreditam que Vandré tenha enlouquecido por causa de supostas torturas que ele teria sofrido pelo governo militar. Em entrevista no ano de 20103 essas especulações foram desmentidas pelo cantor, dizendo que só não se apresenta mais porque sua imagem de "Che Guevara Cantor" abafa sua obra.

Canções após o exílio
Após o exílio, Vandré foi vigiado de perto pelos militares, sem poder expressar o retrato do Brasil à época. Logo após o retorno ao Brasil, Vandré compôs a canção "Fabiana", em homenagem à Força Aérea Brasileira.
Geraldo Vandré abandonou a vida pública e se afastou do mundo artístico brasileiro, atuando como advogado e se apresentando em diversos países da Europa, África e América Latina até os dias de hoje4 . Tal afastamento foi alvo de inúmeros boatos que vinculavam sua suposta descrença na esquerda, sua mudança ideológica e seu abandono da vida artística aos atos de tortura supostamente sofridos.
♫Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das Flores (Caminhando)♪

Estilo
Com estilo erudito, Vandré sempre se expressou e por poucos foi compreendido. Em sua entrevista com Geneton, ele foi questionado várias vezes quanto à caricatura que fizeram da sua vida e mais uma vez tentou mostrar a mesma realidade que tentara no passado, mas parece que mais do que nunca permanece incompreendido.

Biografia
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado na
 Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1961. Militante estudantil, participou ativamente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Conheceu Carlos Lyra, que se tornou seu parceiro em músicas como "Quem Quiser Encontrar o Amor" e "Aruanda", gravadas por Lyra. Gravou seu primeiro LP, "Geraldo Vandré", em 1964, com as músicas "Fica Mal com Deus" e "Menino das Laranjas", entre outras.
Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretado por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque.1
Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com Pra não Dizer que não Falei das Flores, mais conhecida por Caminhando. A composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura militar durante o governo militar, e foi censurada. O Refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. No festival, a música ficou em segundo lugar, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim. A música Sabiá foi vaiada pelo público presente no festival, que bradava, exigindo que o prêmio viesse a ser da música de Geraldo Vandré.
Simone foi a primeira artista a cantar Pra não dizer que não falei das flores após o fim da censura.
Hoje, Geraldo Vandré reside no centro da cidade de São Paulo, mas sempre viaja para o Rio de Janeiro ou Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina. Em 12 de setembro de 2010 (dia de seu aniversário de 75 anos), Vandré concedeu no Clube da Aeronáutica no Rio de Janeiro uma polêmica entrevista2 ao jornalista Geneton Moraes Neto, onde critica o cenário cultural brasileiro desde os anos 1970 e afirma que seu afastamento da música popular não foi causado pela perseguição sofrida pela ditadura militar, mas sim pela falta de motivação para compor ao público brasileiro, vítima do processo de massificação cultural. (_fonte: Wikipédia)


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Paulinho Pedra Azul

- nome artístico de Paulo Hugo Morais Sobrinho. Este cantor, poeta, escritor (poucos sabem, mas já escreveu 15 livros), artista plástico (autor de pelo menos 200 telas) e compositor nasceu em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais.
“Precisamos de amores!”
“Lutamos pra permanecer. Chegamos num espaço da vida que pra mim tá tudo bem, não vamos ficar rico. O Prazer é muito maior!”
“As dificuldades se superam com prazer, com alegria. A minha música é uma conversa com as pessoas. A minha música é uma música verdadeira.”
“Vale a pena você resistir, vale a pena fazer o que você ama!”
“A Música é a coisa mais natural que existe.”


Paulinho Pedra Azul

por ele mesmo, vida artística e vídeo musical
Sua carreira artística teve início por volta dos 13 anos de idade, inicialmente com as artes plásticas. Enveredando pela música participou de um conjunto chamado “The Giants”, em que trabalhou com Rogério Braga, Mauro Mendes, Marivaldo Chaves, Salvador, Edmar Moreira e André, interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, dentre outros.]
A partir do final dos anos 1960 participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado inúmeros shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo onde morou por dez anos, período no qual trabalhou com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, também oriundo de Pedra Azul. Retornou depois para Minas, se fixando em Belo Horizonte onde até hoje reside.
Capa do LP Jardim da Fantasia
Durante o tempo em que viveu em São Paulo gravou seus três primeiros discos. O LP de estreia fez grande sucesso com a canção que lhe dá o título: "Jardim da Fantasia", popularmente conhecida como "Bem-te-vi".
Com um estilo que varia do romântico à MPB, fortemente influenciada pelo Clube da Esquina, e com algumas composições de chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 21 discos gravados, a maioria deles independentes, tendo vendido cerca de 500 mil exemplares de toda a sua obra. É também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros, dentre eles “Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba”, escrito durante visita à maior ilha do Caribe. Apesar de não ser um constante frequentador da mídia de massa, Paulinho Pedra Azul consegue ser conhecido por um segmento específico que envolve principalmente universitários. Pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes), o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.

A sua canção mais conhecida é "Jardim da Fantasia", que, segundo o próprio Paulinho, à apelidada de Bem-te-vi. A música teria sido feita para uma noiva falecida do compositor, mas ele nega isto.
♪Paulinho Pedra Azul por ele mesmo: ao vivo e completo ♫


domingo, 8 de setembro de 2013

Não à Guerra: O Poder Econômico contra o Planeta e Lista de países bombardeados pelos EUA

Lista de países bombardeados pelos EUA com o pretexto de estabelecer a democracia, desde o final da segunda guerra mundial:
01- China 1945-1946
02- Korea 1950-1953
03- China 1950-1953
04- Guatemala 1954
05- Indonesia 1958
06- Cuba 1959-1960
07- Guatemala 1960
08- Belgian Congo 1964
09- Guatemala 1964
10- Dominican Republic 1965- 1966
11- Peru 1965
12- Laos 1964-1973
13- Vietnam 1961-1973
14- Cambodia 1969-1970
15- Guatemala 1967-1969
16- Lebanon 1982-1984
17- Grenada 1983-1984
18- Libya 1986
19- El Salvador 1981-1992
20- Nicaragua 1981-1990
21- Iran 1987-1988
22- Libya 1989
23- Panama 1989-1990
24- Iraq 1991
25- Kuwait 1991
26- Somalia 1992-1994
27- Bosnia 1995
28- Iran, 1998
29- Sudan, 1998
30- Afghanistan, 1998
31- Serbia 1999
32- Afghanistan, 2001
33- Iraq in 2003
35- Libya 2011
Jogos de Guerra: Uma explosão na cidade síria de Homs, no mês passado. Já foi sugerido que os EUA apoiaram o uso de armas químicas para estimular a intervenção militar internacional
Bomba: Snowden / Wikileaks – Estados Unidos tinham planos para usar armas químicas na Síria e culpar o governo de Bashar al-Assad
http://www.anovaordemmundial.com/2013/06/bomba-estados-unidos-apoiou-plano-para.html?m=1


Bom lembrar: Barack Obama ganhou Nobel da Paz em 2009.
Primeiro presidente americano de origem africana, Obama foi “escolhido por seus esforços na redução dos estoques de armas nucleares e por reiniciar o estagnado processo de paz no Oriente Médio”.

Obama: o terceiro presidente americano em exercício a receber o prêmio Nobel da Paz, depois de Theodore Roosevelt (1901-1909), agraciado em 1906, e de Woodrow Wilson (1913-1921), vencedor em 1919. Além disso, Jimmy Carter recebeu o Nobel da Paz de 2002, 20 anos depois de seu mandato (1977-1980).
Enquanto Gandhi, ou Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha como um meio de revolução

Quando o Dalai Lama Tenzin Gyatso recebeu o prêmio em 1989, o presidente do comitê disse que o prêmio era "em parte um tributo à memória de Mahatma Gandhi".
Ao longo de sua vida, as atividades de Gandhi atraíram todo tipo de comentário e opinião.
Winston Churchill chegou a chamá-lo de "faquir castanho".
Sobre Gandhi, Albert Einstein escreveu que "as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra."
Confiram o vídeo: Por Dignidade e Valores Humanos! ☚═
Caminho para a 3ª Guerra Mundial? Compartilhe e ajude a salvar vidas

Nando Cordel - Paz Pela Paz
A paz do mundo
Começa em mim
Se eu tenho amor,
Com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão,
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor

Paz pela paz - pela criança
Paz pela paz - pela floresta
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

Paz pela paz - pro mundo novo
Paz pela paz - a esperança
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

MENSALÃO ou MENTIRÃO? Hildegard Angel e o julgamento da AP 470

MINHA FALA NO ATO NA ABI PELA ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO MENSALÃO
Publicado em 30/01/2013 / por Hildegard Angel
Venho, como cidadã, como jornalista, que há mais de 40 anos milita na imprensa de meu país, e como vítima direta do Estado Brasileiro em seu último período de exceção, quando me roubou três familiares, manifestar publicamente minha indignação e sobretudo minha decepção, meu constrangimento, meu desconforto, minha tristeza, perante o lamentável espetáculo que nosso Supremo Tribunal Federal ofereceu ao país e ao mundo, durante o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de Mensalão, que eu pessoalmente chamo de Mentirão.
Mentirão porque é mentirosa desde sua origem, já que ficou provada ser fantasiosa a acusação do delator Roberto Jefferson de que havia um pagamento mensal de 30 dinheiros, isto é, 30 mil reais, aos parlamentares, para votarem os projetos do governo.
Mentira confirmada por cálculos matemáticos, que demonstraram não haver correlação de datas entre os saques do dinheiro no caixa do Banco Rural com as votações em plenário das reformas da Previdência e Tributária, que aliás tiveram votação maciça dos partidos da oposição. Mentirão, sim!
Isso me envergonhou, me entristeceu profundamente, fazendo-me baixar o olhar a cada vez que via, no monitor de minha TV, aquele espetáculo de capas parecendo medievais que se moviam, não com a pretendida altivez, mas gerando, em mim, em vez de segurança, temor, consternação, inspirando poder sem limite e até certa arrogância de alguns.
Eu, que já presenciara em tribunais de exceção, meu irmão, mesmo morto, ser julgado como se vivo estivesse, fiquei apavorada e decepcionada com meu país. Com este momento, que sei democrático, mas que esperava fosse mais.
Esperava que nossa corte mais alta, composta por esses doutos homens e mulheres de capa, detentores do Supremo poder de julgar, fosse imune à sedução e aos fascínios que a fama midiática inspira.
Que ela fosse à prova de holofotes, aplausos, projeção, mimos e bajulações da super-exposição no noticiário e das capas de revistas de circulação nacional. E que fosse impermeável às pressões externas.
Daí que, interpretação minha, vimos aquele show de deduções, de indícios, de ausências de provas, de contorcionismos jurídicos, jurisprudências pós-modernas, criatividades inéditas nunca dantes aplicadas serem retiradas de sob as capas e utilizadas para as condenações.
Para isso, bastando mudar a preposição. Se ato DE ofício virasse ato DO ofício é porque havia culpa. E o ônus da prova passou a caber a quem era acusado e não a quem acusava. A ponto de juristas e jornalistas de importância inquestionável classificarem o julgamento como de “exceção”.
Não digo eu, porque sou completamente desimportante, sou apenas uma brasileira cheia de cicatrizes não curadas e permanentemente expostas.
Uma brasileira assustada, acuada, mas disposta a vir aqui, não por mim, mas por todos os meus compatriotas, e abrir meu coração.
A grande maioria dos que conheço não pensa como eu. Os que leem minhas colunas sociais não pensam como eu. Os que eu frequento as festas também não pensam, assim como os que frequentam as minhas festas. Mas estes estão bem protegidos.
Importa-me os que não conheço e não me conhecem, o grande Brasil, o que está completamente fragilizado e exposto à manipulação de uma mídia voraz, impiedosa e que só vê seus próprios interesses. Grandes e poderosos. E que para isso não mede limites.
Esta mídia que manipula, oprime, seduz, conduz, coopta, esta não me encanta. E é ela que manda.
Quando assisti ao julgamento da Ação Penal 470, eu, com meu passado de atriz profissional, voltei à dramaturgia e me lembrei de obras-primas, como a peça As feiticeiras de Salém, escrita por Arthur Miller. É uma alegoria ao Macartismo da caça às bruxas, encetada pela direita norte-americana contra o pensamento de esquerda.
A peça se passa no século 17, em Massachusets, e o ponto crucial é a cena do julgamento de uma suposta feiticeira, Tituba, vivida em montagem brasileira, no palco do Teatro Copacabana, magistralmente, por Cléa Simões. Da cena participavam Eva Wilma, Rodolpho Mayer, Oswaldo Loureiro, Milton Gonçalves. Era uma grande pantomima, um julgamento fictício, em que tudo que Tituba dizia era interpretado ao contrário, para condená-la, mesmo sem provas.
Como me lembro da peça Joana D’Arc, de Paul Claudel, no julgamento farsesco da santa católica, que foi para a fogueira em 1431, sem provas e apesar de todo o tempo negar, no processo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, que saiu do anonimato para ao anonimato retornar, deixando na História as digitais do protótipo do homem indigno. E a História costuma se repetir.
No julgamento de meu irmão, Stuart Angel Jones, à revelia, já morto, no Tribunal Militar, houve um momento em que ele foi descrito como de cor parda e medindo um metro e sessenta e poucos. Minha mãe, Zuzu Angel, vestida de luto, com um anjo pendurado no pescoço, aflita, passou um torpedo para o então jovem advogado de defesa, Nilo Batista, assistente do professor Heleno Fragoso, que ali ele representava. O bilhete dizia: “Meu filho era louro, olhos verdes, e tinha mais de um metro e 80 de altura”. Nilo o leu em voz alta, dizendo antes disso: “Vejam, senhores juízes, esta mãe aflita quebra a incomunicabilidade deste júri e me envia estas palavras”.
Eu era muito jovem e mais crédula e romântica do que ainda sou, mas juro que acredito ter visto o juiz militar da Marinha se comover. Não havia provas. Meu irmão foi absolvido. Era uma ditadura sanguinária. Surpreende que, hoje, conquistada a tão ansiada democracia, haja condenações por indícios dos indícios dos indícios ou coisa parecida…
Muito obrigada.




Leônidas Da Silva - 100 Anos do criador do Gol de Bicicleta no Brasil

Olá amigos do Isto é SPFC.
No Sua história vem do passado de hoje vou falar sobre mais um Ídolo do futebol brasileiro e principalmente do São Paulo FC, o autor da bicicleta no Brasil.  Leônidas Da Silva,  também conhecido como Diamante Negro ou  Homem Borracha.
Leônidas nasceu em São Cristóvão, RJ, em 6 de setembro de 1913.  Filho de um marinheiro português e  mãe cozinheira, teve uma infância simples.  Estudou no colégio Epitácio Pessoa onde frequentemente fugia das aulas para jogar futebol.
Jogou em vários clubes do subúrbio do Rio até ser contratado em 1929 pelo Sírio Libanês FC, ainda nesse ano sagrou-se campeão do campeonato da Liga brasileira pelo Sul América FC.
Famoso e reconhecido por seu talento foi convocado para atuar na Seleção Brasileira, fazendo logo de cara dois gols em sua estréia.  Jogou no total, 37 jogos pela seleção,  balançou a rede por 37 vezes. Um belo exemplo para os jogadores da nossa atual seleção.
Passou pelo são Cristóvão FC, Sírio Libanês, Bonsucesso, Peñarol, Vasco da Gama, SC Brasil, Botafogo e Flamengo, até chegar ao Nosso Amado São Paulo FC no ano de  1942 onde permaneceu até 1950.
Nesses oito anos em que permaneceu no Tricolor Paulista marcou  141 gols em 212 jogos.  Foi campeão paulista por 5 vezes nos anos de 1943, 1945,1946, 1948 e 1949. Tornou-se para nós São Paulinos, um dos maiores Ídolos de todos os tempos. Digno de ser homenageado no Museu do clube com uma réplica de uma bicicleta executado por ele.
Logo após abandonar sua carreira nos campos, continuou ligado ao esporte, como dirigente do São Paulo FC e logo a seguir como um polêmico comentarista esportivo.
O apelido Diamante Negro foi lhe dado por um jornalista francês que maravilhou- se com sua extrema habilidade, anteriormente o mesmo já havia o apelidado de Homem Borracha por sua grande flexibilidade.
Muitas e merecidas homenagens foram feitas a esse grande ídolo, uma delas feita pela empresa Lacta, que na época lançou o chocolate Diamante Negro vendido e deliciado pos todos nós até os dias de hoje. Portanto, você apreciador do chocolate ao deliciar-se com ele, lembre-se de do grande craque do futebol brasileiro que tanto orgulho nos deu.
Infelizmente no ano de 2004 em Cotia, SP aos 90 anos de idade Leônidas nos deixou órfãos de mais um grande Ídolo.
Porém seus grandes feitos permanecem escritos na memória de todos os apaixonados pelo esporte.  Mesmo no Brasil onde muitos de nossos Ídolos do passado são esquecidos. Mas para nós São Paulinos, Leônidas da Silva sempre será lembrado com muito carinho, admiração e agradecimento.
Saudações Tricolor


Sheila Decker

Gol de bicicleta do Leônidas da Silva (Diamante Negro) - Narrado por Geraldo José de Almeida

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Globo, a rendida, foi forçada a se render: "MEDICINA CUBANA REVOLUCIONA"

Pontos que pontuamos de Pontual...
Reportagem que foi ao ar na Globonews, com o  correspondente de Nova York, Jorge Pontual. Depois da repercussão, Globo censurou e retirou do programa Em Pauta no site. Porém, as Redes Sociais denunciaram a censura e, novamente, tiveram de recolocar no site.
Essa é a imprensa que critica a censura e o cerceamento da liberdade de expressão.
São, pois, os primeiros a praticar o que há de mais nefasto no quesito liberdade de imprensa e de expressão.
O discurso mentiroso do PiG é o de que a regulamentação da mídia reivindicada pela sociedade implicaria necessariamente no controle do conteúdo.
Fica, pois, a indagação: quem anda fazendo o controle do conteúdo de forma prévia e mesmo após as publicações?
Vemos aqui, os “Generais” da mídia censuram seus próprios Soldados!
Destacamos apenas uma dúzia (12) de trechos da reportagem. No entanto, confira vídeo na íntegra:
1.     Destaques feito pelo jornalista são da socióloga norte-americana, Julia Silver, que pesquisa há mais de 30 anos a medicina cubana e sua atuação no Mundo;
2.     Com a Revolução cubana, mais de 50% dos médicos e Cuba fugiram para Miami (EUA), ficando com apenas 14 professores em sua Universidade;
3.     Médico, Che Guevara criou o novo sistema de medicina que foi desenvolvido em Cuba. Medicina Preventiva e voltado para a Comunidade. Graças a esse sistema, milhares de novos médicos cubanos voltaram a se formar e puderam, mais tarde, sair pelo mundo em missões humanitárias;
4.     Cuba tem, já há algum tempo, melhores Índices de saúde do que os dos Estados Unidos e países da Europa;
5.     Cuba possui 3 vezes mais médicos por habitantes (per-capta) que EUA. Extraordinário índice de 6,7, o Brasil de 1,8;
6.     Referência no Mundo em atendimento a pessoas, com sua medicina em atendimento e ajuda Humanitária a países pobres e vítimas de catástrofes;
7.     A OMS-Organização Mundial da Saúde reconhece na medicina cubana modelo a ser seguido por todo o Mundo;
8.     Elogiada pela reportagem, Cuba tem sistema de saúde com médico a qualquer hora e para todo cidadão, vivendo na sua comunidade;
9.     Brasileiros terão oportunidade de conviver com essa experiência cubana: medicina preventiva e humanitária;
10. A Rejeição das entidades médicas aos médicos cubanos é a resistência ao modelo Popular e Comunitário. A resistência se dá porque o sistema cubano é uma verdadeira revolução, com o médico vivendo dentro das comunidades;
11. Cuba, há décadas manda médicos para países pobres e com catástrofes naturais. Salvou mais de 600 mil africanos da cegueira, leva ajuda humanitária a vários países que passa por catástrofes, a exemplo recente, o Haiti;
12. Revolução na Medicina: milhões de pessoas no Mundo, atendidas por cubanos. "A Medicina de Cuba é um exemplo para o mundo" 
O BRASIL TEM 1,7 MÉDICO POR MIL HABITANTES!
CUBA TEM 6,7 POR MIL HABITANTES!!!
OS EUA JÁ IMPORTARAM 190 MIL MÉDICOS E A INGLATERRA 44 MIL!!! POR QUE NÃO PODEMOS IMPORTAR 6 MIL?
"A vida de um único ser humano vale mais que todo o ouro do homem mais rico do Mundo." Che Guevara

Post relacionado
CUBA x BRASIL x EUA - o que eles EXPORTAM?

domingo, 1 de setembro de 2013

O Globo celebrou golpe militar de 1964! agora, diz que foi um erro...

O Globo que celebrou golpe militar de 1964, agora, assume: Apoio editorial ao golpe militar de 64 foi um erro
"Foge Goulart e a democracia está sendo restaurada." Editorial: "Ressurge a Democracia". Primeira página do Globo dia 2/4/1964. Chamavam ditadura de democracia. Nunca se corrigiram depois. (acervooglobo.com.br) Emir Sader
Editorial de O Globo celebra golpe militar de 1964, em 02 de abril de 1964 era sua manchete...
Agora? depois de tantas torturas, violências, mortes e perseguições? VERGONHA!!! 

Relembre: editorial de O Globo celebra golpe militar de 1964

 Após protestos (ver no link), Em texto publicado no site do jornal O Globo no final da tarde deste sábado (31), as Organizações Globo afirmam que o apoio editorial do jornal ao golpe militar de 1964 foi "um erro". "Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da história, esse apoio foi um erro", diz a nota.

Leia mais em: http://zip.net/btkNXY

A história inabalável: Editorial do jornal “O Globo” de 2 de abril de 1964, celebrou o Golpe Militar

Leia a seguir, na íntegra, o posicionamento histórico e irreparável do jornal da família Marinho durante o processo que removeu, à força, um governo democraticamente eleito e instaurou uma ditadura militar no Brasil. Na foto abaixo, a capa do jornal O Globo, celebrando o “ressurgimento da democracia”, um dia após o Golpe Militar.
Editorial de “O Globo” do dia 02 de abril de 1964
“Ressurge a Democracia”
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.
Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.
As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.
Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.
A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.”

Capa do jornal O Globo, celebrando o "ressurgimento da democracia", um dia após o Golpe Militar. 

Editorial de “O Globo” do dia 02 de abril de 1964:

Exatamente como está acontecendo agora. A cobertura exclusiva que a Globo está  fazendo sobre as  manifestações é uma tentativa de golpe. É notório que ela tenta formar a opinião pública (a maioria das pessoas que estão em casa, na frente da TV), que as manifestações são contra a corrupção, e como na pauta da Globo corrupção no Brasil está ligada a um partido só... Sabemos onde ela quer chegar, né?! 

Leia o editorial da Globo de 1964
“Ressurge a Democracia”

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.” -
 Acerto de Contas


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