sábado, 12 de julho de 2014

Alemanha: Grande Campeã da Copa no Brasil 2014

Alemanha e Argentina fazem uma final histórica na Copa 
Alemanha confirma previsão e, merecidamente, ganha título!
Alemanha vence merecidamente e a Argentina perde de pé... Parabéns às equipes, belo espetáculo!

Parabéns Alemanha e Argentina!!!
Lindo espetáculo na Copa no Brasil
Destaques:
1. Respeito e aplauso ao adversário
2. Festeja fazendo dança indígena
3. OBRIGADO BRASIL 
PELA MARAVILHOSA COPA
traziam nas camisas!!!!!
4. MULHERES CHEFE DE ESTADO BRASIL E ALEMANHA (ARGENTINA faltou) NA TRIBUNA DE HONRA
5. Brasileir@s, fora dos estádios, ARRASARAM!!!!!

PRESIDENTE DILMA ENFRENTA VAIAS E OFENSAS DOS VIRA LATAS, MAS ENTREGA TAÇA
Presidente Dilma Rousseff não se intimidou com as vaias e xingamentos do jogo de abertura da Copa do Mundo e confirmou o que havia prometido: assistiu ao jogo final da Copa, no Maracanã, neste domingo (13) e entregou a taça à Seleção Alemã, agora tetra campeã; mesmo sendo alvo de novas vaias e até xingamentos somente dos vira latas, como era esperado, Dilma cumpriu com coragem e dignidade o ritual dos chefes de Estado no Mundial e participou da solenidade de premiação.
Angela Merkel de vermelho, ao lado da Dilma, na final da Copa 2014. "Entrem no STF contra a Merkel, tucanos patéticos!"

Alemanha já é campeã desta Copa
Seleção Alemã - Copa 2014
os 23 jogadores que vieram ao Brasil
16 de junho, quando compartilhei esta matéria, não imaginava que isso também me incentivaria a ter minha preferência por eles nesta final: primeiro porque, em termos de futebol (e é disso que falamos, de Copa do Mundo), têm sido os melhores e MERECEM O TÍTULO, SIM!!! FAZEM POR MERECER...
na ocasião, provoquei nossos jogadores: _ Aprende, Seleção brasileira!

"Mesmo que não conquiste o título, o time da Alemanha deixará o Brasil como verdadeiro campeão. No quesito simpatia, não teve para ninguém: foi Alemanha na cabeça. O atacante Lukas Podolski e seus companheiros, que estiveram hospedados na vila de Santo André, no litoral sul da Bahia, deram um show de alegria...
_ -O vilarejo de Santo André, na Bahia, tem cerca de 800 habitantes
_ -Para chegar ao local é preciso fazer uma rápida travessia de balsa.
   -Quando chegou a vez do ônibus da delegação alemã, no início do mês passado, os jogadores desceram, apreciaram a paisagem e acenaram para os fãs
_ -Na Bahia, os alemães também visitaram a Escola Municipal de Santo André
   - A escola é uma das instituições ajudadas pelo projeto “Sonho de Criança”, da DFB (Federação Alemã de Futebol), que anunciou mais investimentos no local e a reforma do único campo da vila de Santo André
_ - Brincaram com as crianças, jogaram numa roda de capoeira, vestiram uniformes de times brasileiros e até cantaram o hino de algum, posaram com índios pataxós e antigos craques da Seleção brasileira.
_  -O mais legal, ainda, foi depois do massacre alemão, por 7 a 1, quando Podolski escreveu, em português (com a ajuda de um amigo, claro), para os torcedores respeitarem a camisa amarelinha"

Confiram matéria completa e muitas imagens no link:


_fonte: Esportes R7

dom, 13 de jul, 16:00 na Globo, BandTV, BandSports, ESPN Brasil, Fox Sports, Sport TV• Final
Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro

Alemanha x Argentina - a final mais repetida na história das Copas. Em 1986, Argentina foi a campeã e, em 1990, foi a vez da Alemanha.

ALEMANHA
Eles acham que a balsa dá sorte. Eram 19h quando alemães embarcaram para a última viagem desta Copa pela foz do Rio João de Tiba.
São 10 minutos de travessia. Do outro lado, cerca de 100 pessoas esperavam. Os jogadores desembarcaram debaixo de aplausos e iluminados por fogos.
Khedira deu uma camisa de presente para a torcida. Em vez de dizer “obrigado”, os baianos responderam com um grito ainda melhor: "é campeão".
Se a Alemanha vai ser campeã ou não, é problema do Maracanã. Em Cabrália (BA), essa despedida já foi o final feliz de uma história de amor à primeira vista entre os moradores e os visitantes.
O técnico Joachim Löw parecia fazer parte da paisagem em suas caminhadas matinais. Os alemães aproveitaram a Praia de Santo André até o último dia.
Schweinsteiger estava tão tranquilo que parecia mais um turista em férias. Como agradecimento pela hospitalidade de Cabrália, a federação alemã deixou doações para uma escola pública da cidade e para uma aldeia pataxó.
O agradecimento veio em forma de danças sagradas. A língua dos pataxós, o “patxohã”, ganhou uma nova palavra: “Alemanha”, que quer dizer “campeã”.
ARGENTINA
A portas fechadas, o acerto dos últimos detalhes. O que podia se ver de longe é treino de leve para quem está tão perto da final. Para Messi, uma brincadeira. Di Maria não teve tanto sossego, com piques rápidos para mostrar que pode ser uma boa opção para a final.
Mas vai ser difícil convencer o técnico Sabella a abrir espaço na equipe que eliminou a Holanda. Mais do que ratificar a equipe que ele acabou encontrando nesta Copa do Mundo, o técnico Alejandro Sabella vai levar a campo, no domingo (13), contra a Alemanha, as lições das duas últimas Copas.
Sabella não estava em 2010, mas nove jogadores de seu elenco estavam no que então parecia ser uma humilhante goleada alemã por 4 a 0. Para quem participou da derrota na África do Sul, um erro que não pode ser repetido é a desatenção nos primeiros minutos.
“Na última Copa, tomamos um gol de bola parada no início e isso mudou todo o jogo”, disse o atacante Aguero.
Quatro anos antes, com Messi na reserva, a Argentina recuou demais no fim do jogo e permitiu o empate dos alemães quando faltavam 10 minutos. A desclassificação contra os donos da casa veio nos pênaltis.
Para Maxi Rodríguez, que esteve nas duas eliminações, a Copa se define nos detalhes. “Precisamos saber nossas virtudes e erros para que domingo (13) saia tudo bem”, disse Maxi.
Poucos erros, muitas virtudes. O único caminho argentino para acabar com a sina alemã e terminar o domingo com o brilho da taça nas mãos. (_fonte G1)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Adeus ao Orkut - e-mail enviado pelo Google

Após dez anos de conversas e conexões sociais on-line, nós decidimos que é hora de começar a nos despedir do Orkut. Ao longo da última década, YouTube, Blogger e Google+ decolaram, com comunidades surgindo em todos os cantos do mundo. O crescimento dessas comunidades ultrapassou o do Orkut e, por isso, decidimos concentrar nossas energias e recursos para tornar essas outras plataformas sociais ainda mais incríveis para todos os usuários.
O Orkut não estará mais disponível após o dia 30 de Setembro de 2014. Até lá vamos manter o Orkut no ar, sem grandes mudanças, para que você possa lidar com a transição. Você pode exportar as informações do seu perfil, mensagens de comunidades e fotos usando o Google Takeout (disponível até setembro de 2016). Um arquivo com todas as comunidades públicas ficará disponível online a partir de 30 de Setembro de 2014. Se você não quiser que seu nome ou posts sejam incluídos no arquivo de comunidades, você pode remover o Orkut permanentemente da sua conta Google. Para mais detalhes, por favor, visite a Central de Ajuda.

Foram 10 anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles de vocês que ainda utilizam o Orkut regularmente. Esperamos que vocês encontrem outras comunidades online para alimentar novas conversas e construir ainda mais conexões, na próxima década e muito além.


_e-mail do Google enviado aos seus usuários

domingo, 6 de julho de 2014

Noam Chomsky: Estratégias da mídia para manipular as massas e os filtros dos meios de comunicação

 "Não ler (Chomsky)… é cortejar a genuína ignorância".

“Os intelectuais têm condições de denunciar as mentiras dos governos e de analisar suas ações, suas causas e suas intenções escondidas. É responsabilidade dos intelectuais dizer a verdade e denunciar as mentiras." Noam Chomsky

Chomsky é conhecido por defender vigorosamente suas opiniões em filosofia, linguística e política.
"O controle fora do trabalho significa transformar as pessoas em autômatos em todos os aspectos de suas vidas, induzindo uma 'filosofia de futilidade' que as orienta para 'as coisas superficiais da vida como o consumo de moda'. As pessoas que dirigem o sistema devem fazê-lo sem qualquer interferência da massa da população, que nada tem a fazer na arena pública. Dessa ideia surgiram enormes indústrias, desde a publicidade até as universidades, todas conscientemente dedicadas à convicção de que é preciso controlar as atitudes e opiniões, porque de outra forma o povo será muito perigoso". Noam Chomsky

As 10 estratégias da mídia para manipular as massas e
Os 5 filtros pra os meios de comunicação de massa
"A propaganda representa para a democracia aquilo que o cacetete (isto é, a polícia política) significa para o estado totalitário."
Chomsky também, em outra parte importante do trabalho político, é a análise dos meios de comunicação de massa. O modelo mostra que esse viés deriva da existência de cinco filtros que todas as notícias precisam ultrapassar antes de serem publicadas e que, combinados, distorcem sistematicamente a cobertura das notícias pelos meios de comunicação.
A seguir veremos em que consistem as 10 estratégias de maneira detalhada, como influem na hora de manipular as massas e em que são baseadas. Logo abaixo, os 5 filtros:
“10 estratégias de manipulação através dos meios de comunicação de massa”

1. A estratégia da Distração:

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio, ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se por conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, economia, psicologia, neurobiologia e cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”

2. Criar problemas e depois oferecer soluções.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Se cria um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas desfavoráveis à liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradualidade.

Para fazer que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Foi dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais difícil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.
Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Depois, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “amanhã tudo irá melhorar” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como crianças.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.”

6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente no sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser revertida por estas classes mais baixas.

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.

Promover ao público a crer que é moda o ato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade.

Fazer com que o indivíduo acredite que somente ele é culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, no lugar de se rebelar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10. Conhecer aos indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.

No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, a neurobiologia a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto em sua forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que o dos indivíduos sobre si mesmos.

Noam Chomsky é um escritor que identificou dez formas de manipular a população. "Armas silenciosas para guerras tranquilas", é como o próprio Chomsky descreve suas teorias.
“A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro.” Noam Chomsky
Avram Noam Chomsky, nasceu em 07/12/1928 na Filadélfia. É um linguista, filósofo, escritor, professor e ativista político norte-americano, professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Seu nome está associado à criação da gramática gerativa transformacional. 
Além da sua investigação e ensino no âmbito da linguística, Chomsky é também conhecido pelas suas posições políticas de esquerda e pela sua crítica da política externa dos Estados Unidos. Chomsky descreve-se como um socialista libertário, havendo quem o associe ao anarcossindicalismo.
O termo chomskiano é habitualmente usado para identificar as suas ideias linguísticas embora o próprio considere que esses tipos de classificações (chomskiano, marxista, freudiano) "não fazem sentido em nenhuma ciência", e que "pertencem à história da religião, enquanto organização." 
Seu nome está associado à criação da gramática ge(ne)rativa transformacional. É também o autor de trabalhos fundamentais sobre as propriedades matemáticas das linguagens formais, sendo o seu nome associado à chamada Hierarquia de Chomsky.
Seus trabalhos, combinando uma abordagem matemática dos fenômenos da linguagem com uma crítica do behaviorismo,nos quais a linguagem é conceitualizada como uma propriedade inata do cérebro/mente humanos, contribuem decisivamente para a formação da psicologia cognitiva, no domínio das ciências humanas.
Chomsky não gosta dos tradicionais títulos e categorias políticas e prefere deixar sua abordagem falar por ela mesma. Seus principais modos de ação incluem escrever artigos para revistas e livros e proferir palestras engajadas politicamente. Ele tem uma enorme quantidade de apoiadores pelo mundo todo, o que o faz algumas vezes agendar suas palestras com dois anos de antecedência. Chomsky foi um dos principais palestrantes do Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre, Brasil, no ano de 2003.
Modelos Chomskianos têm sido usados como uma base teórica em vários outros campos. A Hierarquia de Chomsky é geralmente lecionada no ensino dos fundamentos da Ciência da Computação. Um sem-número de argumentos da Psicologia evolucionária é derivado dos resultados de suas pesquisas.
O Prêmio Nobel da Medicina e Fisiologia de 1984, Niels K. Jerne, usou o modelo gerativo de Chomsky para explicar o sistema imunológico humano, equacionando "componentes de uma gramática gerativa, com várias características das estruturas das proteínas". O título do trabalho de Jerne agraciado com o prémio foi "A Gramática Gerativa do Sistema Imunológico".
Nim Chimpsky, um chimpanzé que aprendeu 125 sinais da Linguagem Americana de Sinais, teve seu nome inspirado em Noam Chomsky.


0s 5 filtros e os meios de comunicação de massa

Outra parte importante do trabalho político de Chomsky é a análise dos meios de comunicação de massa (especialmente dos meios norte-americanos), de suas estruturas, de suas restrições e do seu papel no apoio aos interesses das grandes empresas e do governo americano.

Diferentemente dos sistemas políticos totalitários, nos quais a força física pode ser facilmente usada para coagir a população como um todo, as sociedades mais democráticas como os Estados Unidos precisam se valer de meios de controle bem menos violentos. Em uma frase freqüentemente citada, Chomsky afirma que "a propaganda representa para a democracia aquilo que o cacetete (isto é, a polícia política) significa para o estado totalitário."
Em A Manipulação do Público, livro escrito em conjunto por Edward S. Herman e Noam Chomsky, os autores exploram este tema em profundidade e apresentam o seu modelo da propaganda dos meios de comunicação com numerosos estudos de caso extremamente detalhados para demonstrar seu funcionamento. Para uma análise completa deste modelo veja Teoria da Propaganda de Chosmky e Herman.
Um viés social pode ser definido como inclinação ou tendência de uma pessoa ou de um grupo de pessoas que impede julgamentos e políticas imparciais e justas para a sociedade entendida como um sistema social integral, isto é, visto em seu todo e não apenas pela visada doa pessoa ou do grupo de pessoas.
A teoria de Herman e Chomsky explica a existência de um viés sistêmico dos meios de comunicação em termos de causas econômicas e estruturais e não como fruto de uma eventual conspiração criada por algumas pessoas ou grupos de pessoas contra a sociedade.
Em resumo, o modelo mostra que esse viés deriva da existência de cinco filtros que todas as notícias precisam ultrapassar antes de serem publicadas e que, combinados, distorcem sistematicamente a cobertura das notícias pelos meios de comunicação.
1. O primeiro filtro - o da propriedade dos meios de comunicação - deriva do fato de que a maioria dos principais meios de comunicação pertencem às grandes empresas (isto é, às "corporations").
2. O segundo - o do financiamento - deriva do fato dos principais meios de comunicação obterem a maior parte de sua receita não de seus leitores mas sim de publicidade (que, claro, é paga pelas grandes empresas). Como os meios de comunicação são, na verdade, empresas orientadas para o lucro a partir da venda de seu produto - os leitores! - para outras empresas - os anunciantes! - o modelo de Herman e Chomsky prevê que se deve esperar a publicação apenas de notícias que reflitam os desejos, as expectativas e os valores dessas empresas.
3. O terceiro filtro é o fato de que os meios de comunicação dependem fortemente das grandes empresas e das instituições governamentais como fonte de informações para a maior parte das notícias. Isto também cria um viés sistêmico contra a sociedade.
4. O quarto filtro é a crítica realizada por vários grupos de pressão que procuram as empresas dos meios de comunicação para pressioná-los caso eles saiam de uma linha editorial que esses grupos acham a mais correta (isto é, mais de acordo com seus interesses do que de toda a sociedade).
5. As normas da profissão jornalista, o quinto filtro, referem-se aos conceitos comuns divididos por aqueles que estão na profissão do jornalismo.
O modelo descreve como os meios de comunicação formam um sistema de propaganda descentralizado e não conspiratório o qual, no entanto, é extremamente poderoso. Esse sistema cria um consenso entre a elite da sociedade sobre os assuntos de interesse público estruturando esse debate em uma aparência de consentimento democrático que atendem aos interesses dessa elite. No entanto, este atendimento é feito às custas da sociedade como um todo que, naturalmente, compõem-se de mais pessoas do que aquelas que compõem sua elite. Uma conspiração, nos Estados Unidos, é um acordo entre duas ou mais pessoas para cometer um crime ou realizar uma ação ilegal contra a sociedade. Para os autores o sistema de propaganda não é conspiratório porque as pessoas que dele fazem parte não se juntam expressamente com o objetivo de lesar a sociedade, mas é isso mesmo que acabam fazendo em função dos vieses descritos por Herman e Chomsky em seu modelo.
Chomsky e Herman testaram seu modelo empiricamente tomando "exemplos pareados", isto é, pares de eventos que são objetivamente muito semelhantes entre si, exceto que um deles se alinha aos interesses da elite econômica dominante, que se consubstanciam no interesse das grandes empresas, e o outro não se alinha.
Eles citam alguns de tais exemplos para mostrar que nos casos em que um "inimigo oficial" da elite realiza "algo" (tal como o assassinato de um líder religioso), a imprensa investiga intensivamente e devota uma grande quantidade de tempo à cobertura dessa matéria. Mas quando é o governo da elite ou o governo de um país aliado que faz a mesma coisa (assassinato do religioso ou coisa ainda pior) a imprensa minimiza a cobertura da história.
De maneira crucial, Herman e Chomsky também testam seu modelo num caso que muitas vezes é tomado como o melhor exemplo de uma imprensa livre e agressivamente independente: a cobertura dos meios de comunicação da Ofensiva do Tet durante a Guerra do Vietnã. Mesmo neste caso, eles encontram evidências que a imprensa estava se comportando de modo subserviente aos interesses da elite.
A despeito de todas as evidências - e exatamente como propriamente predizem Chomsky e Herman - o modelo da propaganda e a maior parte dos escritos políticos de Chomsky têm sido olimpicamente ignorados ou distorcidos (e não refutados) pelos detentores dos meios de comunicação mundiais.
_Fontes diversas
O linguista Noam Chomsky elaborou uma lista das “10 estratégias de manipulação através dos meios de comunicação de massa”. Confira o vídeo e descubra como você está sendo manipulado.
https://www.youtube.com/watch?v=xBVUBJXWXWY
Vídeo: Fora da Ordem – Youtube

Comprovação estatística: público nos estádios da Copa pertencem a uma elite.

“Quem odeia de barriga cheia é o rico.
Perfil do torcedor no Mineirão - jogo Brasil x Chile
O maior desafio enfrentado por aqueles que lutam, nas redes sociais, nos blogs, para desmontar as armadilhas da mídia, é justamente salvar o maior percentual possível de elementos da classe média do pesadelo mental e político em que vivem mergulhados.
O Brasil vive a sua melhor fase da sua história e a classe média, ao invés de se unir num pacto político para continuarmos transformando o país, vai se juntar aos mesmos bandidos da Casa Grande que nos saquearam durante séculos, que saquearam inclusive a ela, classe média brasileira, durante os anos neoliberais?
Ou a classe média tem saudades dos juros do cheque especial dos tempos de Armínio Fraga? Da gasolina aumentando até três vezes por mês? Da falta de perspectiva profissional de seus filhos?
A classe média tem saudades de ver engenheiros dirigindo ônibus, ou na fila para um emprego de gari?
A classe média tem saudades de um tempo em que milhões morriam de fome? De um tempo em que o governo não investia em infra-estrutura? Não construía portos, não expandia aeroportos, não construía novas hidrelétricas? Nada, nada, nada. Apenas privatizava o que já tínhamos, a preço vil, e ainda emprestando dinheiro público aos compradores.
Não estou fazendo nenhuma condenação à elite que adquiriu esses ingressos, e entendo a maior parte dela é formada por uma classe média que antes pensa como elite do que é realmente. Uma classe média que tem os preconceitos dos ricos, vota como os ricos, mas é uma das primeiras a se dar mal quando a direita assume o poder.
Uma classe média que não se assumiu como classe trabalhadora, mas que, como tal, deveria amar e identificar-se com os trabalhadores humildes, que construíram os estádios e que respondem, através de sua força de trabalho, por todo o bem estar de que eles desfrutam.
Não, essa classe média, por lavagem cerebral do andar de cima, fala e anda como se também pertencesse ao Olimpo dos milionários, certamente na suposição de que, agindo assim, terá um dia seu ingresso garantido em algum camarote vip no mundo encantado da Casa Grande.
Os números da pesquisa põem um ponto final na polêmica criada por Gilberto Carvalho, ao dizer que “não foi apenas elite que xingou Dilma”.
Se nos estádios em geral, o perfil sócio-econômico é extremamente elitista, na comparação com a renda do povo brasileiro, está evidente que este perfil era ainda mais acentuado no jogo de abertura, onde o ingresso era muito mais caro e muito mais difícil de obter. Apenas os “bem relacionados”, os “vips”, ou os dispostos a pagar pequenas fortunas, podiam estar ali.
Os pobres também estão insatisfeitos com a presidente, Gilberto, porque querem mais, muito mais. Talvez se o Itaquerão estivesse cheio de pobres, talvez também houvesse vaias à presidente. Ou melhor, provavelmente não. Os pobres estariam felizes, agradecidos pela oportunidade de estar ali.
Pobre tem ódio quando está de barriga vazia, quando está sem casa, quando um filho seu é assassinado.

“Não podemos responder o ódio com ódio.
Numa democracia, a guerra não é de combate, é de conquista. A luta é pelo esclarecimento, pela informação, pelo direito do cidadão de fazer suas escolhas políticas com base em dados concretos, e não em mentiras.
O período eleitoral deste ano será, mais que nunca, filosófico, socrático. A luta principal será a luta pela verdade, uma verdade que não está, definitivamente, nos editoriais dos jornalões.
Mas que, por outro lado, pode ser encontrada até mesmo na imprensa comercial, como vemos na pesquisa feita pela Folha, desde que a notícia seja temperada por um olhar crítico severo do leitor.

Pesquisa comprova hegemonia da elite nos estádios.

Belo texto no Tijolaço analisa e comprova, estatisticamente, que o público nos estádios da Copa pertencem a uma elite.
Confirmou-se estatisticamente uma coisa que a gente sabia, por ver na TV. E também por razões financeiras óbvias, relativas ao preço dos ingressos.
A enquete realizada e publicada no jornal pela Folha, faz um retrato do que significa o tal “padrão Fifa”.
Ou do que tem sido o mundo.
Tudo é ótimo, fantástico, maravilhoso, sensacional.
Para poucos.
Os 60 por cento com renda superior a dez salários mínimos no estádio são apenas 3% dos brasileiros na “vida real”.  Quase a metade deles, os que ganham acima de 20 salários-mínimos, não chegam a 1% dos brasileiros. Os números estão ao lado, se você duvidar.
Os negros, mulatos, os pardos só são maioria, entre os de camisa amarela, dentro das quatro linhas.
Nada mais do improviso, das arquibancadas de concreto, da multidão se espremendo numa festa de gritos e suores, nem do picolé que vinha rolando de mão em mão degraus acima ou abaixo, enquanto os trocados seguiam o caminho inverso (quando não era o pobre do sorveteiro quem vinha junto) daquele Mineirão de 150 mil lugares ou do Maracanã de 200 mil almas em transe.
Por maior que seja a saudade daqueles tempos que eu ainda tive a sorte de viver, o Brasil tornou-se uma sociedade de massas gigantescas e seria simples banzo pretender que tudo fosse como era.
Até porque aquele “Maracanã” inclusivo era mais uma atitude mental do que real,  porque o Brasil era, muito mais que hoje, um país de pouca ou nenhuma oportunidade para a imensa maioria, ainda que muitos tenham conseguido ascender nos anos 40 e 50, embora se tenham tomado, em 64, as devidas providências contra a petulância da patuleia de querer ter parte do seu país, mesmo na antiga geral.
A realidade é que a televisão é, agora, o Maracanã universal.
O nosso povo tem ódio ou raiva, sequer, de não poder estar ali, em massa. Um pouco de frustração, talvez, por não estar, aos gritos e paixões, transformando em feras esportivas os nossos jogadores, com a força do atavismo que Nélson Rodrigues definiu como o de se atirar à bola como quem se atira a um prato de comida.
Sérgio Porto, o Stanislau Ponte Preta, escreveu uma vez que não acredita em patriotismo do sujeito que só pensa em si. Nós temos uma elite que não tem fome, mas é “fominha”.
Por acaso algum deles recusou a oportunidade de estar ali com a lenga-lenga que, em lugar de Copa, poderiam ter feito uns 20 hospitais e uma centena de escolas, um nada neste país continental?
O povão não é recalcado, é sofrido.  E sabe transformar este sofrimento em força e alegria.
Está se lixando para o Neymar ganhar uma fortuna, desde que jogue bola como um moleque feliz.
Triste, em tudo isso, é que aquela parcela da elite – ou uma parte dela, sejamos justos – não entende que são as imensas massas deste país que lhe permitem viver os privilégios que tem de estar ali – e também não há nada de errado em estarem – fruindo a delícia de viver este momento de congraçamento mundial.
Se podemos amar os holandeses, os croatas, os costarriquenhos, até os argentinos, porque não podemos amar os brasileiros pobres e dar a eles o mesmo carinho e atenção que damos à Torre de Babel que nos visita?
Por que é que tanta gente rica, ou bem remediada, odeia quem lhe deu a chance de estar ali, olhando de perto, pertinho, aquilo que bilhões só vêem por uma tela?
Será assim tão difícil entender que é o povo brasileiro quem lhe trouxe a Copa, assim como é o povo brasileiro quem produz a riqueza de que fruem e que sua miopia acha que brota do nada, apenas por sua “capacidade inata”?
Quem acha que este país é “tudo de ruim” não pode mesmo gostar dele o suficiente para entender que é da massa que vem a força de qualquer grupo seleto, não o contrário.
Inclusive a que empurra os onze em campo.
O que talvez explique 20% de chilenos terem, em alguns momentos, gritado mais que 80% de brasileiros.
E porque 80% dos brasileiros que têm muito pouco, ao contrário deles, sejam capazes de dar, dar, dar a seu país muito mais do que recebem dele.

__Fontes: Blogs
Tijolaço: http://tijolaco.com.br/blog/?p=18812

Comunidade pobre ao redor do Castelão assistiu à 'elite' desfilar 

“O Castelão reflete o Brasil: uma arena moderna, de última geração, convivendo com uma das partes mais pobres de Fortaleza.” Advogado paulista, Marco Aurélio Purini

“Gritei porque não gosto dela e tem que ser agressivo mesmo”, assume Victor Hugo Batista de Araújo, 33 anos, empresário paulista, em Fortaleza ao fazer questão de dizer que foi um dos que ‘xingou’ Dilma no Itaquerão.

Arena Castelão – Fortaleza/Ceará
Eu fui ao Castelão, fiz questão de ir ver um jogo da Copa na minha cidade, era Holanda x México, pois queria ver e tirar minhas conclusões. Paguei (relativamente) caro, pois ingresso que custava R$440,00, comprei de terceiros por R$600,00. Queria deixar meu recado: #TôComDilma
e, foi o que fiz...
Tô no Castelão, tô com Brasil, tô com Dilma 
Jogo da Copa pelas oitavas: Holanda x México
Gláucia LIma