terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Rosa Luxemburgo & Tonny Ítalo


  
15 de janeiro de 2019: há 100 Anos morria Rosa; há 32 nascia Tonny Ítalo. Hoje, ambos, na Eternidade.
   Partimos do princípio de que o mundo é uma disputa por poderes, fugindo das ideias, a história nos remete à demonstração de que as injustiças é que geram violências. De um lado os corajosos em busca de unidade popular e do outro os poderosos se refugiando na truculência para garantia de poder. Uma medida reacionária que impõe restrições às sociedades historicamente perseguidas.


“NÃO ESTAMOS PERDIDOS. PELO CONTRÁRIO, VENCEREMOS SE NÃO TIVERMOS DESAPRENDIDO A APRENDER.” Rosa Luxemburgo   
Rosa de Luxemburgo, uma polonesa filha de judeus, marxista, estudiosa, doutora em Direito em pleno século XIX. Perseguida e morta. Tonny Ítalo, jovem advogado, professor e policial civil. Vítima das discrepâncias da sociedade. Ela filiada a partidos socialistas na Polônia, Suíça e Alemanha, onde conseguiu cidadania; ele presente em todas as manifestações populares em Fortaleza, apoiando candidaturas progressistas, usando o vermelho do sangue das lutas, e distribuindo materiais de campanhas.
 Rosa foi perseguida e encarcerada algumas vezes, sendo a prisão mais longa durante Primeira Guerra Mundial, quando fazia oposição à mesma, contra o capitalismo gerador de barbaridades. Nem por isso se abateu, continuando as suas obras, escrevendo as suas bandeiras de luta, acentuando a importância da condução partidária e da iniciativa revolucionária do proletariado.
 Tonny Ítalo adolescente já tinha essa visão de conflitos, preocupava-se com as disparidades sociais e possuía o dom de ajudar os mais pobres, antevendo-se à criação do instituto que leva seu nome e por acaso trabalha com foco em seus sonhos. No trabalho, era respeitado pelos presos porque os entendia. Não tinha discriminação e sabia que a solução contra a violência dependia da educação. E a eles aconselhava. E a seus alunos o mesmo, para que usassem as leis em forma de ética, por uma sociedade justa.
 Após a sua última libertação, Rosa de Luxemburgo tratou de fundar, ao lado de companheiros de diversas tendências, o Partido Comunista Alemão, ela de representatividade mais radical, por um partido dos operários e longe do capitalismo, chocando-se com os de outras posições. Acabou assassinada pelos sociais-democratas. Em 15 de janeiro de 1919, há cem anos. No mesmo dia, após muitos anos, nascia Tonny Ítalo. Duas personalidades que conviveram com a razão humanista. Aos que ficaram, a lição que os dois deixaram: resistir e lutar por todas as causas justas, em prol dos trabalhadores, desassistidos e discriminados.

_Lucas Jr - Escritor, coordenador da Biblioteca do InsTI - Instituto Tonny Ítalo