domingo, 5 de agosto de 2012

CHE GUEVARA

Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos.❞ Ernesto Che Guevara 
Artigo e Arte: Gláucia Lima 
"Que culpa tenho eu de ter o sangue vermelho e o coração à esquerda? Ernesto Che Guevara 
Che Guevara – 14/06/1928 a 8-9/10/1967 
 ¿Qué culpa tengo yo de tener la sangre roja y el corazón a la izquierda? Che Guevara
 Há 48 anos, o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, leu oficialmente a carta de despedida do comandante Ernesto ‘Che’ Guevara.
Havia sido escrita em Havana para ser lida no momento oportuno. E, se fez necessário dar conhecimento para desmontar intrigas da CIA, que asseveravam que Fidel Castro havia matado Che.

A carta fazia referencia a momentos significativos vividos juntos com Fidel, liberava Cuba de toda responsabilidade na nova missão libertária na América do Sul. Quase dois anos depois, Che foi assassinado na selva boliviana, por soldados deste país treinados pela CIA.

Che havia saído de Cuba em direção a África em abril de 1965 e, Fidel tornou pública a carta em 03 de outubro de 1965 do mesmo ano, no momento em que se efetivava em Havana a apresentação do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.


No emocionante ato, Fidel explicou que a relação de membros do dito Comitê Central faltava alguém, no caso o Comandante Ernesto ‘Che’ Guevara, que por direito merecia estar na direção partidária cubana que se constituía, e, em seguida, de maneira convincente, leu a carta de despedida de Che.

Dia histórico, momento transcendental de exemplo de unidade revolucionária. Como disse Fidel naquele 3 de outubro de 1965: “Defenderemos, como temos defendido até hoje, nossos pontos de vistas, nossas posições e nossa línea, de maneira consequente com nossos atos e feitos. E nada nos afastará deste caminho”.

Fidel Castro lê a carta que o Comandante Che Guevara o deixou (www.cubarte.cult.cu)

Em seguida, trechos que destacamos da carta (em español - íntegra no final):

“…en una revolución se triunfa o se muere.
……
He vivido días magníficos y sentí a tu lado el orgullo de pertenecer a nuestro pueblo en los días luminosos y tristes de la Crisis del Caribe.
Pocas veces brilló más alto un estadista que en esos días, me enorgullezco también de haberte seguido sin vacilaciones, identificado con tu manera de pensar y de ver y apreciar los peligros y los principios.
……..
Otras tierras del mundo reclaman el concurso de mis modestos esfuerzos. Yo puedo hacer lo que te está negado por tu responsabilidad al frente de Cuba y llegó la hora de separarnos.
…..
… y dejo un pueblo que me admitió como un hijo; eso lacera una parte de mi espíritu.
…cumplir con el más sagrado de los deberes; luchar contra el imperialismo dondequiera que esté; esto reconforta y cura con creces cualquier desgarradura.
…….
Que en dondequiera que me pare sentiré la responsabilidad de ser revolucionario cubano, y como tal actuaré. Que no dejo a mis hijos y mi mujer nada material y no me apena: me alegra que así sea. Que no pido nada para ellos, pues el Estado les dará lo suficiente para vivir y educarse.
Hasta la victoria siempre, ¡Patria o Muerte!

Te abraza con todo fervor revolucionario,”  Che.
Aniversário de nascimento e morte de Che

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* ° ¡Hasta la victoria, siempre!
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Che, 85 anos de nascimento – 14/06/1928 a 8-9/10/1967.
«Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida. »Che Guevara
 "Déjeme decirle, a riesgo de parecer ridículo, que el revolucionario verdadero está guiado por grandes sentimientos de amor.." Che Guevara

"Eu creio que a primeira coisa que deve caracterizar um jovem socialista é a honra que se sente por ser jovem socialista. Essa honra que o leva a mostrar-se a toda gente na sua condição de ser socialista, que não o submete à clandestinidade, que o não reduz a fórmulas, mas que ele manifesta em cada momento que lhe sai do espírito, que tem interesse porque é o símbolo de seu orgulho. 

Junta-se a isso um grande sentido do dever para com a sociedade que estamos construindo, para com os nossos semelhantes como seres humanos e para com todos os homens do mundo.

Isso é algo que deve caracterizar o jovem socialista. Paralelamente, uma grande sensibilidade a todos os problemas e uma grande sensibilidade em relação a justiça." 
Che Guevara

Ernesto Rafael Guevara de la Serna, conhecido como "Che" Guevara, foi um político, jornalista, escritor e médico argentino-cubano. "Cidadão do Mundo" como se definia. “Não me esperem para a colheita, pois estarei sempre a semear...”  Che Guevara
Nasceu em 14 de junho de 1928, Rosario, Argentina e,  Faleceu em 8/9 de outubro de 1967, La Higuera, Bolívia
Che media 1,82 m

                  8/9 de outubro de 1967 e, há 45 anos, Che era assassinado...
Ernesto Rafael Guevara de La Serna, o mais famoso revolucionário socialista do século XX, nasceu em 14 de junho de 1928, na cidade de Rosário (Argentina). Capturado por soldados bolivianos, na selva de La Higuera (Bolívia), em 8 de outubro de 1967, foi executado no dia seguinte (9 de outubro), na aldeia boliviana.
         ‎ ¡Hasta Siempre - Comandante Che Guevara!

Che e a Bicicleta
Artigo e Arte: Gláucia Lima
Se eu tiver que fazer alguma ligação de bicicleta com alguma personalidade conhecida, indubitavelmente, é com Che.

Por isso, na oportunidade em que o Planeta pede atitudes mais sustentáveis e ações mais concretas, tendo inclusive o dia 22 de setembro, alusivo como Mundial Sem Carros nas Ruas, o apelo ao uso de Bicicletas, por Cidades mais Limpas. 

Escolhemos a figura de Ernesto Che Guevara. Adepto de duas rodas, foi viajando em sua motocicleta que Che inicia sua trajetória de Lutas.

Em dezembro de 1953, chega à Guatemala e lá, presencia a luta do presidente Jacob Arbenz Guzmán, recém-eleito presidente, liderar um governo de cunho popular, na tentativa de realizar reformas de base, eliminar o latifúndio, diminuir as desigualdades sociais e um dos principais objetivos, garantir a mulher no mercado de trabalho.

À época, opondo-se a Arbenz, o governo americano, através da CIA, coordenou ações várias contra seu governo, incluindo aí apoio a grupos paramilitares, pelo fato de não se alinhar à sua política para a América Latina.

Che tem nestas experiências na Guatemala, forte contribuição na construção de sua consciência política. E, posiciona-se contra o imperialismo americano se auto definindo: revolucionário.
    
Podemos dizer de Che, o "guru moral". Ao proclamar que pelas ruínas dos antigos, um novo homem tinha de ser criado, sem ego e com um amor feroz pelo próximo.


Che, o romântico médico asmático que escrevia poemas, o bravo combatente que lutou contra a opressão e a tirania, o rebelde de espírito incorruptível que lutava por justiça social, acreditava que "lutam melhor os que têm belos sonhos", para quem "Se o presente é de luta, o futuro nos pertence..."

E, como ele, também acreditamos que "Podem morrer as pessoas, mas nunca suas ideias." afinal, ¡No lo vamos a olvidar! - Não, Nós não deixaremos que ele seja esquecido. Conforme ecoavam as vozes dos jovens pela América Latina naquele final da década de 60, por ocasião de seu assassinato: "Ele irá ressuscitar". Afinal, a impressão que nos passa seus assassinos, ao enterrá-lo no anonimato, tendo amputado suas mãos, é de que o temiam morto tanto quanto o temiam vivo.

"Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados" Che 






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com 'Buena Vista Social Club' em "Hasta Siempre, Commandante"


& o grande Che... nada mais se precisa dizer!
“o herói popular deve ser uma coisa viva e presente em cada momento da história de um povo...”
“devemos criar uma união espiritual de todos nossos países, uma união que vá mais além do palavreado e da conveniência burocrática e se traduza na ajuda efetiva a nossos irmãos, brindando-lhes nossa experiência...”

Envergando a tradicional farda de brim verde-oliva da revolução cubana, o Ministro Ernesto Che Guevara recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, que lhe foi conferida pelo, então Presidente Jânio Quadros. 

É a mais alta condecoração brasileira atribuída a cidadãos estrangeiros como forma de reverenciar sua importância para o país


Era 19 de agosto de 1961.


*Entrada a la Habana: 8 de Enero de 1959 / Fidel Castro - Che Guevara
 *Entrada de Fidel Castro en la Habana al Triunfo de la Revolucion

                                        
sobre esta famosa foto de Che:
Funeral de las víctimas en la explosión del vapor "La Coubre" La Habana, el 5 de marzo de 1960.
"Después de haber tomado las fotos de Dorticós y de Fidel se produce un vacío. No levanto la cabeza, sólo muevo mi Leica con un objetivo de 90 milímetros. Entonces aparece el rostro severo, terrible, acusador del Che. Su expresión es tan impresionante que tuve una reacción de retroceso y, en la misma fracción de segundo, apreté el botón... Esa es la foto..." Alberto Korda


"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros." Che
 "Prefiro morrer de pé a viver ajoelhado."  Che
 "Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados." Che


Post Relacionado
Fidel Castro
 Hugo Chávez
http://glaucialimavoz.blogspot.com.br/2013/03/hugo-chavez.html

Na íntegra, carta que o Comandante Che Guevara deixou a Fidel Castro Ruz
Fidel:

Me recuerdo en esta hora de muchas cosas, de cuando te conocí en casa de María Antonia, de cuando me propusiste venir, de toda la tensión de los preparativos.

Un día pasaron preguntando a quién se debía avisar en caso de muerte y la posibilidad real del hecho nos golpeó a todos. Después supimos que era cierto, que en una revolución se triunfa o se muere (si es verdadera). Muchos compañeros quedaron a lo largo del camino hacia la victoria.

Hoy todo tiene un tono menos dramático porque somos más maduros, pero el hecho se repite. Siento que he cumplido la parte de mi deber que me ataba a la Revolución cubana en su territorio, y me despido de ti, de los compañeros, de tu pueblo que ya es mío.

Hago formal renuncia de mis cargos en la Dirección del Partido, de mi puesto de Ministro, de mi grado de Comandante, de mi condición de cubano. Nada legal me ata a Cuba, sólo lazos de otra clase que no se pueden romper como los nombramientos.

Haciendo un recuento de mi vida pasada, creo haber trabajado con suficiente honradez y dedicación para consolidar el triunfo revolucionario.

Mi única falta de alguna gravedad es no haber confiado más en ti desde los primeros momentos de la Sierra Maestra, y no haber comprendido con suficiente celeridad tus cualidades de conductor y de revolucionario.

He vivido días magníficos y sentí a tu lado el orgullo de pertenecer a nuestro pueblo en los días luminosos y tristes de la Crisis del Caribe.

Pocas veces brilló más alto un estadista que en esos días, me enorgullezco también de haberte seguido sin vacilaciones, identificado con tu manera de pensar y de ver y apreciar los peligros y los principios.

Otras tierras del mundo reclaman el concurso de mis modestos esfuerzos. Yo puedo hacer lo que te está negado por tu responsabilidad al frente de Cuba y llegó la hora de separarnos.

Sépase que lo hago con una mezcla de alegría y dolor, aquí dejo lo más puro de mis esperanzas de constructor y lo más querido entre mis seres queridos… y dejo un pueblo que me admitió como un hijo; eso lacera una parte de mi espíritu. En los nuevos campos de batalla llevaré la fe que me inculcaste, el espíritu revolucionario de mi pueblo, la sensación de cumplir con el más sagrado de los deberes; luchar contra el imperialismo dondequiera que esté; esto reconforta y cura con creces cualquier desgarradura.

Digo una vez más que libero a Cuba de cualquier responsabilidad, salvo la que emane de su ejemplo. Que si me llega la hora definitiva bajo otros cielos, mi último pensamiento será para este pueblo y especialmente para ti. Que te doy las gracias por tus enseñanzas y tu ejemplo al que trataré de ser fiel hasta las últimas consecuencias de mis actos. Que he estado identificado siempre con la política exterior de nuestra Revolución y lo sigo estando. Que en dondequiera que me pare sentiré la responsabilidad de ser revolucionario cubano, y como tal actuaré. Que no dejo a mis hijos y mi mujer nada material y no me apena: me alegra que así sea. Que no pido nada para ellos, pues el Estado les dará lo suficiente para vivir y educarse.

Tendría muchas cosas que decirte a ti y a nuestro pueblo, pero siento que son innecesarias, las palabras no pueden expresar lo que yo quisiera, y no vale la pena emborronar cuartillas.

Hasta la victoria siempre, ¡Patria o Muerte!

Te abraza con todo fervor revolucionario,

Che.



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