segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Função da Arte

 1º por: Eduardo Galeano*
  
                            A função da arte/1
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar!

*GALEANO, Eduardo. O Livro dos Abraços.
 Tradução de Eric Nepomuceno. - 9. ed. - Porto. Alegre: L&PM, 2002.

«Passe perto da Arte que ela te abraça!» Gláucia Lima

A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência! Aristóteles
                             2º por Pablo Picasso:



❝ A arte é uma mentira
que nos ensina
compreender a verdade
! 



sábado, 20 de outubro de 2012

EU VOTO!


O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Bertolt Brecht

Leonardo Boff - teólogo, professor e escritor apóia #Elmano13, em Fortaleza.
o Frei lembra bem: «Melhorar a Saúde e Melhorar a Educação. Administrar com este povo que clama por Políticas de Raízes Populares, que coloca a coisa Pública no centro contra os privilégios e contra os preconceitos. Que não seja só administrar coisas, mas cuidar das pessoas e suas necessidades. Gesto amoroso é inserir o povo com Cidadania!»

extraído da sua fala: "Elmano tem esse centro, o povo e suas necessidades, a rede de advogados populares que ele apoiou, reforçou, daqueles que defendem as causas mais humanitárias, alguém que tem raízes populares, que tem cultura de povo!"



EU VOTO. EU NÃO ME ANULO!

"em Fortaleza é mais que uma eleição partidária ou de pessoas, aqui tá em jogo também o Projeto, o Projeto como a gente vê a administração de uma cidade. o resultado de Fortaleza certamente influenciará o seguimento do projeto popular para o Brasil. Não é por nada que do outro lado se somaram todas as forças conservadoras da cidade e todos os partidos conservadores. É porque a burguesia percebeu que derrotar o projeto da classe aqui, abriria a possibilidade deles repetirem essa aliança conservadora a nível nacional e refazerem as suas alianças. 
o povo de Fortaleza nunca se dobrou ao dinheiro, nunca se dobrou à mentalidade conservadora, e sempre votou de forma REBELDE!" João Pedro Stedile
isso é o que importa: "projeto que priorize utilizar recursos públicos para a solução dos verdadeiros problemas do povo brasileiro!"
Vídeos feitos em celular: Lula em Fortaleza,
                         Sem Medo de Ser Feliz!
Link para álbum no facebook: Lula em Fortaleza, Sem Medo de Ser Feliz!Estávamos sem Medo de Ser Feliz! Lula merece todo nosso Respeito, ñ é qualquer político (ñ disse artista) q consegue levar 50mil pessoas, com SOL a pino ao Centro de nossa Capital e ainda arrancar APLAUSOS & LÁGRIMAS DE EMOÇÃO...
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.456551727721243.101566.100000992603819&type=3
Vídeos feitos em celular: Lula em Fortaleza, Sem Medo de Ser Feliz!

Lula em Fortaleza - 50 mil pessoas na Praça 

Sem Medo de Ser Feliz! 

Fortaleza, 23 de outubro de 2012 - Lula, 13!


 Lula e Multidão (estimado em 50 mil pessoas) na Praça do Ferreira -
Momento Histórico - Centro de Fortaleza
 Lula e Multidão na Praça do Ferreira -
Recepcionado pelo Povo - Centro de Fortaleza


"Quando lançamos Dilma, disseram que ela era um poste. Quando lançamos Haddad em SP, disseram que ele era um poste. Agora que lançamos o companheiro Elmano, também chamaram ele de poste. De poste em poste, nós o PT vamos iluminando o Brasil!" (Lula, 23 de outubro 2012, Praça do Ferreira em Fortaleza)






 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ângela Maria - Sapoti

Com Ângela Maria se vai uma das maiores vozes brasileiras do Século XX.
♫♥ Em 29 de setembro de 2018 - Ângela Maria, aos 89 anos, parte a cantar em outras esferas! ♥♪
Morreu na noite deste sábado (29) aos 89 anos em São Paulo a cantora Ângela Maria, em decorrência de uma infecção.... – A cantora esteve internada por 34 dias no hospital.... –


♫♥♪ 60 anos EnCantando! ♫♥♪
"Sapoti"

♫♥♪em 19/10/2012 - Ângela Maria completou 60 anos de Carreira!


Encontro marcante q vale a pena ver por fãs e quem sequer teve o prazer de conhecer, com vcs: Sapoti e Pimentinha!!! ♫♥♪ 
Confiram o encontro da fã Elis Regina com seu ídolo maior na música: Ângela Maria.
♫♥♪  Grande dueto da música brasileira de todos os tempos, em mais uma gravação fantástica:
                                                  Ângela Maria e Cauby Peixoto.
Ângela e Aguinaldo Timóteo cantam, de Evaldo Gouveia - Tango para Tereza♫♥♪ Clássico da Música Brasileira, sem dúvida! 



domingo, 14 de outubro de 2012

O julgamento do mensalão foi uma vitória de Pirro para a oposição?


"As coisas são de natureza contrária, ou seja, não podem viver no mesmo sujeito, na medida em que uma delas pode destruir a outra."

Pirro, rei de Épiro e da Macedônia, foi um dos mais renhidos adversários dos romanos, quando estes ainda lutavam com dificuldade para estabelecer sua hegemonia no mundo antigo. Numa batalha de grandes proporções ocorrida na costa da Itália, o exército de Pirro derrotou os romanos. No entanto, quando um indíviduo cumprimentou Pirro publicamente pela vitória, o rei – para surpresa geral – respondeu com tristeza: “mais uma vitória dessas e estamos perdidos”.
É que a vitória aconteceu ao custo de tantas vidas que debilitou irremediavelmente as forças militares de Pirro. Enquanto isso os romanos, que haviam perdido a batalha, recompunham rapidamente seus exércitos, e se preparavam orgulhosamente para novos combates.
Daí surgiu a expressão “vitória pírrica“, ou “vitória de Pirro”, usada sempre que o preço da vitória é alto demais, e numa conjuntura que corresponde, enfim, a uma derrota.
A condenação de Dirceu e Genoíno, que integravam a cúpula do governo e do PT no início da era Lula, foi seguramente uma importante vitória da oposição. No entanto, alguns fatos nos permitem cogitar a hipótese de que esta foi uma espetacular vitória pírrica.
Em primeiro lugar, o custo da vitória foi bem alto. Durante sete anos, a mídia mobilizou todo seu formidável aparato de pressão. De 2005 até aqui, as forças de oposição, que tem na mídia seu principal representante político, gastaram uma quantidade monstruosa de munição, e na reta final do julgamento, os investimentos triplicaram-se. Por fim, ministros do STF tiveram que: brandir teorias extemporâneas sobre “domínio de fato”, tese que é usada em situações de guerra, e mesmo assim tem sido contestada inclusive pelos juristas que a criaram; relativizar a importância da existência ou não de provas; e inverter alguns princípios fundamentais dos cânones, como a presunção da inocência.
O STF ficou manchado pela suspeita de covardia perante a publicidade opressiva dos meios de comunicação, reacionarismo sectário e oportunista, arbitrariedade, incompetência, e por fim, seus os ministros receberam do sempre elegante professor Wanderley Guilherme dos Santos, um epíteto fortíssimo e justíssimo: “analfabetos funcionais em doutrina democrática”.
As lideranças dos principais partidos assinaram manifesto criticando a politização do julgamento do mensalão, e as redes sociais explodiram com manifestações de revolta pelo arbítrio midiático, quase golpista, de vários ministros, sobretudo Ayres Britto e Celso Mello, que transformaram a plenária do STF numa tribuna do mais vulgar, desvairado e hipócrita proselitismo político.
Ou seja, houve dano, sim, e profundo, à imagem do STF, junto a um imenso contingente de cidadãos, entre eles alguns da mais alta categoria, como Wanderley Guilherme, fundador da ciência política no Brasil e um dos maiores especialistas em democracia no mundo.
E as eleições? Em meio a um julgamento espetacularizado ao máximo, o partido que, em tese, mais deveria sofrer, foi o que mais ganhou. O PT se tornou a legenda mais votada no país e periga vencer na fortaleza da oposição, São Paulo.
O povão, aquele que não lê os artigos de Wanderley, nem os de Arnaldo Jabor, mas assiste à TV Globo e acaba, de uma forma ou outra, tendo como único meio de informação os veículos da grande mídia, esse povão, como está interpretando o julgamento da Ação Penal 470?
Não seria uma dessas incríveis ironias da história que o povo, que invariavelmente festeja a condenação de graúdos, independentemente se são inocentes ou não (até porque o povo entende, muito astutamente, que não existem inocentes na política), não seria engraçado que este povo, inconscientemente, credite este “avanço” democrático à Lula, à Dilma, e a seu campo político?
O povo não quer saber se Dirceu é inocente ou não. Como diria Pascal (com indisfarçável ironia), o povo tem opiniões muito saudáveis, e entre estas a de não perdoar ninguém. Está na mídia, é culpado. É réu num processo por corrupção? É culpado. No entanto, a visão cínica do povo é realmente democrática. Ele não vê inocência em parte alguma. Se gosta de Lula, jamais foi por ver Lula como inocente, e sim como um político astuto o suficiente para chegar à Presidência, vencer seus adversários e fazer um bom governo.
E assim, não estaria o povo interpretando o julgamento do mensalão como mais uma conquista trazida pela era Lula? E o povo, mais uma vez, tem ideias saudáveis, porque, de fato, dificilmente veríamos situação similar se a direita estivesse no poder. A direita jamais indicaria, como fez Lula (ingenua e equivocadamente, agora vemos), o primeiro escolhido de um Ministério Público fortemente conservador. FHC catou seu procurador de um longínquo sexto lugar. Jamais a direita apontaria ministros do STF que não fossem estritamente de sua confiança. Lula escolheu Joaquim Barbosa e Ayres Britto. FHC escolheu… Gilmar Mendes.
De resto, FHC tinha apoio na mídia, que embora também fizesse denúncias pontuais contra seu governo, não agia como principal partido de oposição. Jamais veríamos uma campanha tão sórdida e brutal sobre o STF e a opinião pública, se os réus fossem elegantes e respeitados caciques tucanos.
Então, de fato, a condenação dos réus do mensalão pode estar sendo vista pelo povo como mais um avanço “democrático” proporcionado pela era lulista. Ele não se envolve nos debates jurídicos e políticos ferozes tão acesos na mídia e na blogosfera. Ele se informa sobre o mensalão com interesse mediano, e vê, admirado, que pela primeira vez gente poderosa está sendo condenada duramente pelo STF. Nunca viu isso antes. Viva o Brasil, pensa ele! Agora sim, os corruptos estão indo presos!
Essa tese explicaria porque o mensalão não prejudicou o PT, que, ao contrário, cresceu substancialmente nessas eleições e tem boa chance de ganhar em São Paulo.
A direita, por sua vez, demonstra perplexidade. Quanto mais grita “mensalão”, mais o PT cresce. Haddad já está 12 pontos à frente de Serra nas pesquisas de intenção de voto, quando consideramos apenas os votos válidos. E a maioria dos eleitores de Russomano, apontam as mesmas pesquisas, demonstram preferência pelo petista. Junto às classes liberais paulistanas (inclusive suas vertentes conservadoras ideologicamente), as estratégias baixas do tucano, como abusar do preconceito religioso e se pendurar no discurso da Veja e seus blogueiros de esgoto, surtirão efeito negativo. E os eleitores bem informados, mesmo aqueles que festejaram a condenação de Dirceu e Genoíno, sabem que Haddad não tem nada a ver com isso, assim como Serra não tem nada a ver com o mensalão do DEM ou com o mensalão tucano mineiro.
O povo, além de ter opiniões saudáveis, também é criativo, e pode votar no PT com mais convicção após o julgamento do mensalão: uns – uma minoria mais informada – por discordar do STF; outros por concordar, imaginando que o Supremo ajudou o partido a se livrar de seus corruptos.
São apenas teorias, mas que não são nada absurdas, a meu ver, visto que se encaixam nos resultados das urnas.
Para fechar o post com um toque cultural, cito uma frase de Espinoza, o teorema V do capítulo De Origine et Natura Affectuum, da Ética:
As coisas são de natureza contrária, ou seja, não podem viver no mesmo sujeito, na medida em que uma delas pode destruir a outra.
Eu interpreto essa máxima, trazendo-a para nosso contexto (data venia aos acadêmicos), da seguinte maneira:
Meditando se o julgamento do mensalão atrapalhou ou não o PT nessas eleições, entende-se que a única maneira de fazê-lo imparcialmente é avaliando o resultado das urnas. Se este mostra um grande crescimento do PT, temos uma realidade que prejudica a tese segundo a qual o julgamento atrapalhou o desempenho do partido. A frase de Espinoza (data venia de novo) significa, em síntese: é uma coisa ou outra. Daí, portanto, abre-se caminho para uma outra hipótese, surpreendente, e que corresponderia, como já disse, a uma divertida ironia histórica: pelas razões já apresentadas, o julgamento do mensalão ajudou o PT. O que não significa que o povo seja leniente com a corrupção. Ao contrário, o povo é severo, inquisitorial, quando se trata de condenar acusados por desvio de verba pública. Mas o povo não é hipócrita, nem inocente. Sabe que há corrupção em todos os partidos, e votará naquele que, ao menos, registra a “fragilidade” democrática, quase virtuosa, de ter seus caciques – todos eles, inclusive Lula – expostos ao sol da justiça.

Os Tucanos, do começo ao fim
por Emir Sader - Carta Maior

Os tucanos nasceram de forma contingente na política brasileira, apontaram para um potencial forte, tiveram sucesso por via que não se esperava, decaíram com grande rapidez e agora chegam a seu final.

Os tucanos nasceram de setores descontentes do PMDB, basicamente de São Paulo, com o domínio de Orestes Quercia sobre a secção paulista do partido. Tentaram a eleição de Antonio Ermirio de Morais, em 1986, pelo PTB, mas Quércia os derrotou.

Se articularam então para sair do PMDB e formar um novo partido que, apesar de contar com um democrata–cristão histórico, Franco Montoro, optou pela sigla da social democracia e escolheu o símbolo do tucano, para tentar dar-lhe um caráter brasileiro.

O agrupamento foi assim centralmente paulista, incorporando a alguns dirigentes nacionais vinculados a esse grupo, como Tasso Jereisatti, Alvaro Dias, Artur Virgilio, entre outros. Mas o núcleo central sempre foi paulista – Mario Covas, Franco Montoro, FHC .

A canditadura de Covas à presidência foi sua primeira aparição pública nacional. Escondido atrás do perfil de candidatos como Collor, Lula, Brizola, Uysses Guimaraes, Covas tentou encontrar seu nicho com um lema que já apontava para o que terminariam sendo os tucanos – Por um choque de capitalismo.

O segundo capítulo da sua definição ideológica veio no namoro com o governo Collor, que se concretizou na entrada de alguns tucanos no governo - Celso Lafer, Sergio Rouanet. Se revelava a atração que a “modernização neoliberal” tinha sobre os tucanos. O veto de Mario Covas impediu que os tucanos fizessem o segundo movimento, de ingresso formal no governo Collor - o que os teria feito naufragar com o impeachment e talvez tivesse fechado seu posterior caminho para a presidência.

Mas o modelo que definitivamente eles seguiram veio da Europa, da conversão ideológica e política dos socialistas franceses no governo de Mitterrand e no governo de Felipe Gonzalez na Espanha. A social democracia, como corrente, optava por uma adesão à corrente neoliberal, lançada pela direita tradicional, à que ela aderia, inicialmente na Europa, até chegar à América Latina.

No continente se deu um fenômeno similar: introduzido por Pinochet sob ditadura militar, o modelo foi recebendo adesões de correntes originariamente nacionalistas - o MNR da Bolívia, o PRI do México, o peronismo da Argentina – e de correntes social democratas – Partido Socialista do Chile, Ação Democrática da Venezuela, Apra do Peru, PSDB do Brasil.

Como outros governantes das correntes aderidas ao neoliberalismo – como Menem, Carlos Andres Peres, Ricardo Lagos, Salinas de Gortari -, no Brasil os tucanos puderam chegar à presidência, quando a América Latina se transformava na região do mundo com mais governos neoliberais e em suas modalidades mais radicais.

O programa do FHC era apenas uma pobre adaptação do mesmo programa que o FMI mandou para todos os países da periferia, em particular para a América Latina. Ao adotá-lo, o FHC reciclava definitivamente seu partido para ocupar o lugar de centro do bloco de direita no Brasil, quando os partidos de origem na ditadura – PFL, PP – tinham se esgotado. (Quando o Collor foi derrubado, Roberto Marinho disse que a direita já não elegeria mais um candidato seu, dando a entender que teriam que buscar alguém fora de suas filas, o que se deu com FHC.)

O governo teve o sucesso espetacular que os governos neoliberais tiveram em toda a América Latina no seu primeiro mandato: privatizações, corte de recursos públicos, abertura acelerada do mercado interno, flexibilização laboral, desregulamentações. Contava com 3/5 do Congresso e com o apoio em coro da mídia. Como outros governos também, mudou a Constituição para ter um segundo mandato.

Da mesma forma que outros, conseguiu ser reeleger, já com dificuldades, porque seu governo havia projetado a economia numa profunda e prolongada recessão. Negociou de novo com o FMI, foi se desgastando cada vez mais conforme a estabilidade monetária não levou à retomada do crescimento econômico, nem à melhoria da situação da massa da população e acabou enxotado, com apoio mínimo e com seu candidato derrotado.

Aí os tucanos já tinham vivido e desperdiçado seu momento de glória. Estavam condenados a derrotas e à decadência. Se apegaram a São Paulo, seu núcleo original, desde onde fizeram oposição, muito menos como partido – debilitado e sem filiados – e mais como apêndice pautado e conduzido pela mídia privada.

Derrotado três vezes sucessivas para a presidência e perdendo cada vez mais espaços nos estados, o PSDB chega a esta eleição aferrado à prefeitura de São Paulo, onde as brigas internas levaram à eleição de um aliado, que teve péssimo desempenho.

Os tucanos chegam a esta eleição jogando sua sobrevivência em São Paulo, com riscos graves de, perdendo, rumarem para a desaparição politica. Ninguém acredita em Aécio como candidato com possibilidade reais de vencer a eleição para a presidência, menos ainda o Alckmin. Vai terminando a geração que deu à luz aos tucanos como partido e protagonizaram seu auge – o governo FHC – que, pela forma que assumiu, teve sucesso efêmero e condenou – pelo seu fracasso e a imagem desgastada do FHC e do seu governo – à desaparição politica.
Postado por Emir Sader

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=1113


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MARACATU CEARENSE

Os tipos de Maracatu são diferentes do ponto de vista da estrutura, dos personagens e das características musicais. São eles: o Maracatu de Baque Solto também chamado de Maracatu Rural ou de Orquestra e o Maracatu Cearense.

Maracatu é a mais tradicional dança dramática de origem afro- descendente presente na cultura do povo cearense. O Maracatu do estado do Ceará possui uma forte raiz rítmica, tendo estes fundamentos rítmicos diferentes do de Pernambuco.

O maracatu cearense é de uma sonoridade acentuada. configurando um cortejo formado por baliza, porta-estandarte, índios brasileiros e nativos africanos, negras e baianas, negra da calunga, negra do incenso, balaieiro, casal de pretos velhos, pajens, tiradores de loas e batuqueiros, em reverência a uma rainha negra e sua corte real.o tirador de loas é quem canta as toadas, nas quais são geralmente enfocados temas ligados à cultura, à religião e à história da África e do Brasil.
                                         ♫ 
No Ceará, o povo caboclo usa uma mistura de fuligem, talco, óleo infantil e vaselina em pasta para tingir o rosto de negro.
 Breve descrição feita por Rodolfo Teófilo do ritual:
 “... logo que chegava o rei com sua corte, entrava a missa, que era cantada, com repiques de sinos e foguetes. O casal de escravos sentava-se no trono com ares de quem estava convencido da realidade da cena, representada também pelos reis dos brancos tão ou mais ridículos de cetro e coroa do que ele. Acabada a missa, saía o cortejo real de cidade à fora até o palácio, em que passava o resto do dia a comer, a beber, a dançar, festejando as poucas horas de liberdade que todos os anos lhe concediam os senhores da terra que primeiro libertou os escravos."
Esse ritual de coroação teria dado origem à vários autos e danças, incorporados ao folclore brasileiro desde o século XVII.

Os maracatus foram descritos pelo escritor Gustavo Barroso em seus desfiles pelas ruas da capital cearense ao final da década de 1880.
Oriundo das coroações de Reis do Congo, acontecidas a partir do século XVIII nas igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos espalhadas por Fortaleza e algumas cidades interioranas.

 Nos anos 1970, o ritmo do Maracatu cearense fica muito conhecido nas canções de Ednardo, como por exemplo Pavão Misterioso, e esta que abre esta postagem e tando adoro. Não só ouvir como interpretar: Longarinas, exaltação à "Ponte Velha" e à Praia de Iracema, famosa na orla de Fortaleza, capital do Ceará.
Atualmente, e desde os anos de 1980, a brava luta dos tantos artistas locais como Calé Alencar (participei no CD do GTC, em 1995/6, com belo maracatu composto e doado ao Grupo de Tradições Cearenses por Calé: Dragão do Mar), Descartes Gadelha, Pingo De Fortaleza. Pingo tem talvez, na minha modesta opinião, um dos maracatus mais belos que já ouvi, "Maculelê" é uma obra de arte (vários outros que podemos citar ao longo da postagem). Artistas que se empenham na preservação e disseminação desta bela arte cultural e tradicional de nosso povo brasileiro.

Tambores de Maracatu - Solar, Praça da Gentilândia, Benfica - Fortaleza 2012
com Calé Alencar, Descartes Gadelha e Pingo de Fortaleza 
mais sobre Maracatu podemos acompanhar nestes posts dos blogs:
S
lar - Associação Cultural Solidariedade e Arte ("Associação Cultural Solidariedade e Arte – Slar: fundada em meados de 2005, desenvolve programas e projetos na área da cultura, tendo como missão democratizar e heterogeneizar os meios de produção e o acesso aos bens culturais, oportunizando o exercício pleno da cidadania a todos os envolvidos nestes processos."): http://ong-solar.blogspot.com.br/p/o-maracatu-cearense.html
Maracatu Nação Fortaleza: http://maracatufortaleza.blogspot.com.br/2008/03/maracatu-cearense.htmlCeará de Luz: http://cearadeluz.blogspot.com.br/p/maracatu_29.htmlMaracatu.org.br: http://maracatu.org.br/o-maracatu/outros-tipos-de-maracatu/

domingo, 23 de setembro de 2012

OLGA

Militante política do Partido Comunista Alemão desde os 15 anos de idade, em Moscou, Olga recebeu treinamento político e militar pela escola Lenin e foi a primeira esposa de Luís Carlos Prestes.
Olga Benario Prestes nasceu de uma família judia em Munique na Alemanha em 12 de fevereiro de 1908. Seu pai Leo Benario era um advogado social democrata e um liberal de ideias avançadas. Sua mãe Eugenie era uma dama da alta sociedade que não apoiava as ideias da filha que, em 1923, aos 15 anos, entrou para a Juventude Comunista. 
Olga Benarioe  Luis Carlos Prestes, 

como Antônio Vilar e Maria Bergner Vilar: 

detalhe do passaporte português falso 

apreendido no mesmo dia que o líder foi capturado.
Em 1925 Olga vai para Berlim onde continua sua militância.Em 1926 é presa por traição mas liberada poucas semanas depois. Em 1928 lidera uma cinematográfica investida ao tribunal para liberar seu companheiro Otto Braun. Os dois fogem então para Moscou onde Olga é aclamada, faz treinamento militar e carreira no Comintern.
Em 1934 Olga é designada para garantir a chegada segura ao Brasil do líder comunista Luís Carlos Prestes onde lideraria a Intentona Comunista de 1935. Deveriam se passar por marido e mulher para facilitar seu disfarce. Na longa viagem se apaixonam.

Com o fracasso da revolução Olga e Prestes são presos e separados.

Olga e Prestes são levados a depor
Grávida de Prestes, Olga empreende uma grande luta para ter sua filha no Brasil. Mas o governo Vargas como uma vingança pessoal contra Prestes se empenha e Olga, grávida de 7 meses, é deportada para a Alemanha Nazista.

Lá é levada à prisão de mulheres da Gestapo no número 15 da Barnimstrasse.

Anita Benario Prestes
Na madrugada de 27 de novembro de 1936, exatamente um ano após a fracassada revolução, nasceu Anita Leocádia, um bebê gorducho e saudável.

Leocádia, mãe de Prestes, fazia uma grande campanha na Europa pela libertação de seu filho, sua nora e neta. Por causa disso Olga teve permissão de permanecer com sua filha enquanto pudesse amamentá-la.

Quando Anita tinha 14 meses ela foi retirada de Olga e entregue à avó Leocádia, fato que Olga só soube depois.

Em 1938 Olga foi transferida para o campo de concentração de Lichtenburg e em 1939 para Ravensbrück, o único grande campo exclusivo para mulheres.

Lá Olga foi líder de bloco e deu aulas para as outras presas. Em fevereiro de 1942 Olga foi levada com outras 200 prisioneiras para a câmara de gás de Bernburg onde foi executada.
“Lutei pelo Justo, pelo Bom e pelo Melhor do Mundo.”
                                                         Olga Benario Prestes / 1908 - 1942
Extradição de Olga Benario
O Habeas Corpus (HC) 26155, integra o arquivo permanente do STF, por meio do qual a alemã e judia Olga Benario, então esposa do militar e político do Partido Comunista Brasileiro Luís Carlos Prestes, pediu um indulto para não ser extraditada para a Alemanha. A extradição foi concedida pelo Supremo e Olga, acusada de crimes políticos pelo Governo de Getúlio Vargas no período do Estado Novo, foi devolvida ao país de origem. Datado de 3 de junho de 1936, o documento apresenta pedido para que Olga Benario não fosse expulsa do país. Ela estava presa na Casa de Detenção do Rio de Janeiro, acusada de participar da Intentona Comunista de novembro de 1935 e por ser considerada perigosa à ordem pública e nociva aos interesses do país. No HC, a defesa argumentou que a extradição era ilegal, pois ela estava grávida e sua devolução à Alemanha significaria colocar o filho de um brasileiro sob o poder de um governo estrangeiro.

Olga Benario - sua biografia
A primeira biografia de Olga Benario foi escrita por Ruth Werner e publicada na Alemanha Oriental em 1961 pela Verlag Neues Leben, com reedição em 1984.
Fernando Morais publicou uma nova biogragia sobre ela em 1985, intitulada “Olga” e lançada pela Editora Ômega, com relançamento 1994 pela Companhia das Letras (estimou-se, em 2005, que a Companhia das Letras vendeu mais de 170 mil exemplares do livro, que foi considerado um sucesso editorial).


Emocionante carta de Olga a seu companheiro Prestes e à sua pequena Anita, escrita na prisão, às vésperas de sua execução no campo de concentração.
                                     Vídeo do filme brasileiro: Olga
18 de fevereiro, nasce Olga...
23 de setembro, sua extradição / 23 de abril, morte na câmara de gás...


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

BICICLETA

bPOR QUE ADOTAR ESTA PRÁTICA? b


Derivada do latim bi (dois) e do grego kyklos (rodas), sendo um veículo de duas rodas. Do inglês bicycle com o diminutivo francês bicyclette, foi adaptado do castelhano como bicicleta

Réplica de bicicleta projetada pelo italiano Leonardo da Vinci
Os primeiros traços da existência da bicicleta tal como a conhecemos hoje...
O primeiro projeto conhecido de uma bicicleta é um desenho de Leonardo da Vinci sem data, mas de aproximadamente 1490. Só foi descoberto em 1966 por monges italianos.
Os princípios básicos de uma bicicleta estão lá: duas rodas, sistemas de direção e propulsão por corrente, além de um selim. Mas o posicionamento do eixo de direção faz com que a bicicleta dobre no meio, o que teria feito que Leonardo ou qualquer um tivesse muita dificuldade para manter o equilíbrio.
b

Barão de von Drais: invenção do equilíbrio
O alemão Barão Karl von Drais, engenheiro agrônomo e florestal vindo de família de posses, pode ser considerado de fato o inventor da bicicleta.
Em 1817 instalou em um celerífero um sistema de direção que permitia fazer curvas e com isto manter o equilíbrio da bicicleta quando em movimento.
Além do mais a “draisiana” tinha com um rudimentar sistema de freio e um ajuste de altura do selim para facilitar o seu uso por pessoas de diversas estaturas.
b
Antes de 1800
A história da bicicleta começa de fato com a criação de um brinquedo, o “celerífero”, realizado pelo Conde de Sivrac. Construído todo em madeira, por duas rodas alinhadas, uma atrás da outra, unidas por uma viga onde se podia sentar.
b
A bicicleta no Brasil 
A bicicleta chega ao 
Brasil no final do século XIX vindo da Europa e os primeiros relatos de sua existência em território tupiniquim são no Paraná, mais precisamento em Curitiba, cidade que recebeu muitos imigrantes europeus desde a segunda metade do século XIX e em São Paulo.

O primeiro velódromo do Brasil é construído por uma Mulher em 1895
Na capital paranaense, em 
1895, já existia um clube de ciclistas organizados por imigrantes da colônia alemã local, mas foi em São Paulo que por uma mulher, dona Veridiana da Silva Prado, é construída a primeira praça do país contendo um velódromo. Esta praça era dentro de sua chácara, na região da consolação (atualmente é a Praça Roosevelt
).
b
O dia 22 de setembro é o DIA MUNDIAL SEM CARROS NAS RUAS, assim sendo, usemos as nossas BICICLETAS!
POR CIDADES MAIS LIMPAS E PLANETA MAIS SAUDÁVEL!


Anatomia da bicicleta
As principais peças e sistemas que constituem a bicicleta ou velocípede. Como existe uma diversificado de expressões locais e regionais, bem como, entre o Brasil e Portugal, alguns itens apresentam estas variações.


§  Quadro (chassi) - Tubos de aço chamados da "alma" da bicicleta. Destinado a receber a montagem das principais peças do velocípede. A região dianteira do quadro recebe o garfo e a roda dianteira e a extremidade posterior é formado por duplos "braços" de metal para acomodar o rodado traseiro e seus mecanismos. Na região superior é instalado o selim e na inferior esta localizado o movimento central com as pedivelas.

§  Roda - Formada por grandes anéis (aros) metálicos ligados por raios ao cubo com blocante ou porca.

§  Garfo - Peça que aloja a roda dianteira, semelhante a uma forquilha, pois é formada por duas hastes paralelas. Nela se conecta o sistema de direção (guidão e mesa) à roda dianteira, passando pelo quadro da bicicleta.
§  Guidão (Guidomdireçãoguiador (em Portugal)) - Peça tubular fixado no garfo e destinado a orientar a movimentação da bicicleta.
§  Selim (selabancocoxim) - É o assento para a acomodação do ciclista.
§  Corrente (correia) - Com um conjunto de elos metálicos e flexiveis é formado a corrente da bicicleta (corrente de roletes). A corrente faz a conexão entre a coroa fixada na pedivela e a catraca ou o cassete na roda traseira.
§  Freio (travatravão (em Portugal)) - Equipamento de segurança da bicicleta. É acionado por cabos de aço através do manete de freio. Quando acionado o manete, sua força/pressão é transmitida através do cabo de aço para acionar as sapatas de freio fixadas próximo ao aro das rodas que executam a frenagem através da fricção de uma borrracha com o aro. Em bicicletas mais antigas, o freio esta presente na pedivela e no mecanismo do movimento central conhecido por freio contra pedal ou torpedo. Freio a disco: peça similar ao freio a disco dos automóveis, com um disco instalado no cubo da roda e outro conjunto preso ao quadro ou ao garfo.
§  Pneu - Peça constituída de protetores de lona e borracha que se encaixa no aro da roda. Recebe uma câmara tubular, também de borracha, que se enche com ar comprimido numa determinada calibragem para que suporte o peso associado da bicicleta e do ciclista juntos. Os pneus servem para amortecer as trepidações devidas às asperezas do chão.
§  Passador de marchas (alavanca de câmbiotrocador de marchamanípulo de mudança (em Portugal)) - É o comando do mecanismo de mudança das engrenagens das coroas e do cassete ou da catraca.
§  Câmbio dianteiro - Sistema responsável pelas mudanças de marchas na bicicleta, com a passagem da corrente entre as coroas.
§  Câmbio traseiro - Sistema responsável pelas mudanças de marchas na bicicleta, com a passagem da corrente entre os anéis dentados do cassete ou da catraca.
§  Cassete - Conjunto de anéis dentados, fixados na roda-livre do cubo da roda traseira. Pelo cassete passa a corrente que esta interligada com a coroa (ou coroas) fixadas na pedivela.
§  Roda livre - Peça que faz parte do cubo da roda traseira. Por ela passa a corrente que vem desde a coroa fixada na pedivela.
§  Conduíte flexível o cabo de aço - Tubo destinado ao cabo de aço dos freios e dos câmbios.
§  Manete do freio (maçanetamanete de travão (em Portugal)) - Alavanca de freio destinado ao acionamento do mesmo.
§  Garfo com amortecedor - Suspensão dianteira.
§  Manopla (punho, (em Portugal), luva) - Peça de borracha colocada nas extremidades do guidão para propiciar um maior conforto ao ciclista.
§  Mesa (cachimbosuporte de guidãoavançocanoteavanço de guiador (em Portugal)) - Peça que conecta o guidão ao tubo central do garfo.
§  Movimento central - Peça instalada no quadro da bicicleta para a fixação das pedivelas.
§  Pedal - Peça integrante da pedivela destinada a acomodar os pés do ciclista.
§  Pedivela com coroas ("z", monoblocopedaleira (em Portugal)) - Peça que conecta o pedal ao eixo do movimento central. Coroa são ou anéis dentados fixados na pedivela. As pedivelas estão deslocadas entre si de 180°.
§  Cubo da roda - O cubo é a peça do meio da roda, onde são presos os raios. Consiste num cartucho com rolamentos ou esferas e um eixo passando pelo meio. Este eixo é fixado no garfo e no quadro através de porcas ou blocante.
§  Raio - São tirantes de aço rígido de pequeno diâmetro que terminam, por um lado nos cubos das rodas e por outro lado nos grandes aros (anéis) que acomodam os pneus.
§  Canote de selim (cano de selimespigão de selim (em Portugal)) - Peça que se fixa no selim para o encaixe no quadro da bicicleta e que possibilita a regulagem de altura do selim.
§  Amortecedor - O amortecedor é uma peça constituida de uma mola para absorver os efeitos da rodagem em superfícies irregulares.
§  Para-lama (guarda-lama (em Portugal)) - Acessório que recobre a parte superior da rodas destinado a impedir o lançamento de cascalho ou lama em direção ao ciclista.

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